Giancarlo Greco desmistifica endividamento: o que o crédito rotativo realmente revela?

Giancarlo Greco, da Abecs e Elo, desmistifica o endividamento! Saiba como o crédito rotativo afeta as famílias e o que o Banco Central revela. Clique e confira!

14/04/2026 13:04

3 min

Giancarlo Greco desmistifica endividamento: o que o crédito rotativo realmente revela?
(Imagem de reprodução da internet).

Análise do Endividamento Familiar e o Papel do Crédito Rotativo

Giancarlo Greco, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e CEO da Elo, fez um pronunciamento durante uma coletiva de imprensa. O foco foi o debate sobre o endividamento das famílias brasileiras, pedindo que o tema seja analisado com as devidas proporções.

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Em meio às discussões sobre o custo do crédito e a inadimplência, ele argumentou que o peso do crédito rotativo no sistema financeiro é menor do que o senso comum sugere. Ele desmistificou a ideia de que toda a população utiliza essa modalidade.

Desmistificando o Uso do Crédito Rotativo

Greco esclareceu que a percepção de que 100% dos brasileiros estão no rotativo é um exagero. Segundo ele, o crédito rotativo possui um prazo de apenas 30 dias, com uma média de utilização de cerca de 15 dias.

Ele enfatizou que a maioria dos consumidores não se mantém nessa linha de crédito. Um dado relevante apresentado foi de que 85% dos usuários de cartão de crédito pagam suas faturas integralmente e em dia no vencimento.

A Baixa Representatividade do Rotativo

O executivo ressaltou que a maior parte dos usuários quita o valor total das faturas, o que diminui a percepção de que o rotativo seja o principal motor do endividamento familiar. Ele defendeu que a participação do rotativo no crédito total das pessoas físicas é limitada.

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Para Greco, a representatividade dessa modalidade em todas as formas de crédito do mercado é menor do que se imagina, e ele frisou que isso não é uma “precificação da cabeça de alguém”.

O Componente de Risco no Preço do Crédito

Embora reconheça que o rotativo é um instrumento caro, ele defendeu que seu preço reflete um componente de risco inerente. Segundo ele, esse custo engloba o risco de inadimplência, ou *default*, o que justifica a precificação.

Em fevereiro, conforme o relatório ‘Estatísticas monetárias e de crédito’ do Banco Central, mais de 40 milhões de pessoas estiveram no rotativo. Contudo, ele apontou que existem alternativas mais acessíveis no mercado.

Alternativas e Contextualização

Greco mencionou mecanismos existentes para evitar a permanência no rotativo, como o parcelamento da fatura e regras que limitam o tempo de uso dessa linha de crédito. Apesar de defender a necessidade de contextualizar os dados, o presidente da Abecs admitiu que o tema é relevante.

Ele concluiu afirmando que, embora não seja o foco principal, o rotativo é, de fato, um componente importante no debate sobre o endividamento, motivo pelo qual está sendo tratado na agenda do setor financeiro.

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