Frutas nativas brasileiras combatem envelhecimento celular e doenças

Uma revisão científica identificou evidências de que frutos como jabuticaba, açaí, guaraná, cambuci e marolo podem combater o envelhecimento celular e reduzir fatores associados a doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Contexto do Mercado e Evidências Científicas
Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidad Autónoma do Chile publicaram um estudo na revista científica, destacando o potencial de frutas nativas brasileiras. A pesquisa se concentra na ação de compostos como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos presentes nesses frutos.
Essas moléculas neutralizam radicais livres, substâncias que danificam as células, e reduzem processos inflamatórios crônicos, contribuindo para a saúde geral. Segundo a nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino, o controle do estresse oxidativo e da inflamação preserva o funcionamento das células e diminui mecanismos envolvidos no surgimento de doenças.
Jabuticaba: Maior Concentração de Evidências
Entre as espécies avaliadas, a jabuticaba apresentou a maior quantidade de estudos científicos. Pesquisas indicam que compostos na casca, polpa e outras partes da planta exibem elevada atividade antioxidante e reduzem marcadores inflamatórios associados à resistência à insulina e outras condições.
Os autores atribuem esses efeitos principalmente às antocianinas, flavonoides e ao ácido elágico, substâncias que combatem o estresse oxidativo e modularam processos inflamatórios. A revisão também destaca o potencial biológico de cascas, sementes e subprodutos descartados.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Açaí e Guaraná: Resultados Promissores
O açaí e o guaraná também se destacaram entre as frutas mais investigadas. No caso do guaraná, estudos sugerem que compostos como cafeína e catequinas podem exercer efeito neuroprotetor, reduzindo inflamações e danos oxidativos relacionados à neuroinflamação.
Já o açaí chamou atenção pela polpa e pelas sementes, que concentram procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti – inflamatórias. Estudos experimentais indicam potencial para reduzir processos ligados a doenças renais, cardiovasculares e renais.
Benefícios para Cérebro e Intestino
A revisão encontrou indícios de que os compostos bioativos nas frutas também podem beneficiar o cérebro e o intestino. Substâncias encontradas principalmente no guaraná ajudam a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Os autores também apontam possíveis efeitos sobre a microbiota intestinal, com compostos que favorecem o crescimento de bactérias benéficas e reduzem inflamações sistêmicas, fortalecendo a chamada conexão intestino – cérebro.
Limitações e Próximos Passos
A principal limitação da revisão é que a maioria dos estudos foi realizada em culturas de células ou modelos animais, enquanto os ensaios clínicos permanecem escassos. A pesquisa da professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres abre caminho para futuras investigações em humanos.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


