Frutas nativas brasileiras combatem envelhecimento celular e doenças

Frutas nativas brasileiras revelam potencial inovador no combate ao envelhecimento e doenças crônicas.

07/07/2026 09:20

3 min

Frutas: jabuticaba, açaí e guaraná estão entre as espécies investigadas por pesquisadores da USP
Frutas: jabuticaba, açaí e guaraná estão entre as espécies inves...

Uma revisão científica identificou evidências de que frutos como jabuticaba, açaí, guaraná, cambuci e marolo podem combater o envelhecimento celular e reduzir fatores associados a doenças cardiovasculares, metabólicas e neurodegenerativas.

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Contexto do Mercado e Evidências Científicas

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidad Autónoma do Chile publicaram um estudo na revista científica, destacando o potencial de frutas nativas brasileiras. A pesquisa se concentra na ação de compostos como flavonoides, antocianinas, carotenoides e ácidos fenólicos presentes nesses frutos.

Essas moléculas neutralizam radicais livres, substâncias que danificam as células, e reduzem processos inflamatórios crônicos, contribuindo para a saúde geral. Segundo a nutricionista Maria Carolina Zsigovics Alfino, o controle do estresse oxidativo e da inflamação preserva o funcionamento das células e diminui mecanismos envolvidos no surgimento de doenças.

Jabuticaba: Maior Concentração de Evidências

Entre as espécies avaliadas, a jabuticaba apresentou a maior quantidade de estudos científicos. Pesquisas indicam que compostos na casca, polpa e outras partes da planta exibem elevada atividade antioxidante e reduzem marcadores inflamatórios associados à resistência à insulina e outras condições.

Os autores atribuem esses efeitos principalmente às antocianinas, flavonoides e ao ácido elágico, substâncias que combatem o estresse oxidativo e modularam processos inflamatórios. A revisão também destaca o potencial biológico de cascas, sementes e subprodutos descartados.

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Açaí e Guaraná: Resultados Promissores

O açaí e o guaraná também se destacaram entre as frutas mais investigadas. No caso do guaraná, estudos sugerem que compostos como cafeína e catequinas podem exercer efeito neuroprotetor, reduzindo inflamações e danos oxidativos relacionados à neuroinflamação.

Já o açaí chamou atenção pela polpa e pelas sementes, que concentram procianidinas, compostos com propriedades antioxidantes e anti – inflamatórias. Estudos experimentais indicam potencial para reduzir processos ligados a doenças renais, cardiovasculares e renais.

Benefícios para Cérebro e Intestino

A revisão encontrou indícios de que os compostos bioativos nas frutas também podem beneficiar o cérebro e o intestino. Substâncias encontradas principalmente no guaraná ajudam a reduzir a neuroinflamação, processo associado a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Os autores também apontam possíveis efeitos sobre a microbiota intestinal, com compostos que favorecem o crescimento de bactérias benéficas e reduzem inflamações sistêmicas, fortalecendo a chamada conexão intestino – cérebro.

Limitações e Próximos Passos

A principal limitação da revisão é que a maioria dos estudos foi realizada em culturas de células ou modelos animais, enquanto os ensaios clínicos permanecem escassos. A pesquisa da professora Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres abre caminho para futuras investigações em humanos.

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