FMI alerta: PIB do Iraque cai 6,8% em 2026; o que esperar da recuperação?

Previsões do FMI apontam queda acentuada para a economia do Iraque
Um novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado nesta terça-feira, dia 14, apresenta projeções para a economia mundial em vários setores. Segundo o órgão, o Produto Interno Bruto (PIB) do Iraque deve sofrer uma redução de 6,8% ainda este ano, o que representa a maior contração entre os países analisados.
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A nação vizinha, assolada por conflitos envolvendo os Estados Unidos e Israel, prevê uma queda de 6,1% em 2026. Essa deterioração econômica é atribuída a múltiplos fatores, como a diminuição acentuada na produção de commodities e os danos à infraestrutura de energia e transporte.
Desafios estruturais e geopolíticos no Iraque
A economia iraquiana enfrenta ainda a incerteza sobre a disponibilidade do Estreito de Ormuz e a falta de acesso a rotas de exportação alternativas. Apesar deste cenário desafiador em 2026, o FMI projeta uma recuperação de 11,3% do PIB iraquiano para 2027.
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Contudo, o FMI ressalta que essa expectativa de melhora permanece volátil. A recuperação dependerá diretamente da duração dos conflitos e de uma reavaliação completa dos prejuízos causados à infraestrutura do país.
A influência de grupos paramilitares na economia e na política iraquiana
Um ponto crucial que conecta o Iraque à situação no Irã e impacta sua economia é a presença de grupos paramilitares. Estes grupos, conhecidos como proxies, são financiados pelo país vizinho e demonstram lealdade a causas iranianas.
De maneira semelhante, o Iraque abriga proxies significativos, que realizam incursões, inclusive, em apoio a Israel. O conjunto desses grupos pró-Irã, espalhados por outras nações, forma o que é chamado de “eixo de resistência”.
A atuação das Forças de Mobilização Popular (PMF)
Em Bagdá, a capital iraquiana, esses grupos assumem a forma de facções estabelecidas dentro das Forças de Mobilização Popular (PMF). Estas tropas paramilitares são leais ao Irã e realizaram ataques extensos contra alvos considerados ligados aos EUA e a Israel em todo o Golfo Pérsico.
Tais ações ocorreram independentemente dos interesses do restante das PMF e até mesmo do próprio Estado iraquiano. Um artigo do think tank Foreign Policy Research Institute (FPRI) apura que a participação iraquiana no conflito soma mais de 500 ataques.
Impactos da violência na infraestrutura e economia
Esses ataques foram registrados tanto dentro do Iraque — seja em retaliações dos EUA e Israel contra a liderança das facções PMF, ou em ataques terroristas contra prédios americanos e infraestrutura civil — quanto do Iraque em direção ao Golfo, visando inimigos do Irã.
O efeito dessa violência não apenas aprofunda o envolvimento do Iraque em uma guerra fora de suas fronteiras, mas também prejudica drasticamente sua economia, já fragilizada pelo conflito. Os danos causados por ataques e por divisões internas minam as cadeias de produção e exportação, pilares do funcionamento econômico do país.
Perspectivas de Recuperação em Meio à Instabilidade
A complexa teia de lealdades e conflitos internos, somada aos danos materiais, cria um cenário de grande dificuldade para a recuperação econômica do Iraque. A estabilidade política e a cessação dos conflitos são pré-requisitos essenciais para que as projeções de crescimento se concretizem.
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