Fiesp apoia acordo Mercosul-UE e vê potencial em mercado de 700 milhões de pessoas. Acordo supera US$ 100 bilhões na corrente comercial
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou seu apoio à aprovação preliminar do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A entidade destacou o esforço de 26 anos nas negociações, ressaltando que, embora o texto apresente desafios, representou o resultado possível para conciliar os interesses de 31 países em um cenário de transformação do comércio internacional.
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O acordo, aprovado nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), ainda necessita de assinatura e ratificação pelo Congresso e Parlamento Europeu.
A Fiesp acredita que o acordo trará transformações significativas nas relações comerciais entre Mercosul e União Europeia. O documento abrangente mudará a forma como empresas de ambos os blocos fazem negócios, incluindo importação, exportação e investimento.
A entidade enfatiza a importância de inovar, melhorar a produtividade e buscar a excelência, buscando a isonomia competitiva para o empreendedor nacional.
Apesar do entusiasmo inicial, a Fiesp reconhece que o processo ainda está em andamento. A assinatura e ratificação pelo Congresso brasileiro e Parlamento Europeu são etapas cruciais para que os pilares econômico e comercial do acordo entrem em vigor e gerem impacto positivo na economia brasileira.
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A entidade destaca que o trabalho de verdade começará agora, com foco na adaptação e aproveitamento das oportunidades que o acordo oferece.
A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria um mercado comum com mais de 700 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 22 trilhões. Em 2025, o Brasil exportou US$ 49,8 bilhões para a União Europeia, representando um aumento de 3,2% em relação a 2024, enquanto as importações somaram US$ 50,3 bilhões, com um crescimento de 6,4% no mesmo período.
A corrente comercial – que representa a soma das exportações e importações – ultrapassou US$ 100 bilhões pela primeira vez na série histórica, iniciada em 1997, com um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.
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