Abrasel critica mudança do 6×1: Solmucci alerta sobre riscos econômicos no setor!

Abrasel critica mudança do 6×1: Solmucci alerta para riscos econômicos no setor de bares e restaurantes. Saiba mais!

18/04/2026 17:52

3 min

Abrasel critica mudança do 6×1: Solmucci alerta sobre riscos econômicos no setor!
(Imagem de reprodução da internet).

Abrasel critica alteração da escala de trabalho 6×1 e aponta riscos econômicos

Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), manifestou críticas à proposta de alteração da escala de trabalho 6×1 durante uma entrevista concedida à CNN Brasil. Segundo o executivo, a discussão sobre a mudança está sendo conduzida de maneira apressada e pode gerar consequências econômicas sérias para o setor de alimentação.

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Para Solmucci, a iniciativa parece ser impulsionada por interesses eleitorais. Ele observou que a pauta ganhou força apenas por razões eleitorais, sendo tratada de forma precipitada, sem tempo adequado para o debate no parlamento ou para que a sociedade compreenda os custos envolvidos.

Impactos operacionais e financeiros no setor de bares e restaurantes

O presidente da Abrasel ilustrou os possíveis impactos de uma mudança na escala de trabalho em um cenário prático. Ele considerou um restaurante com seis funcionários, onde a cozinheira trabalha seis dias e recebe, por exemplo, R$ 1.000.

Se a jornada caísse para cinco dias, o salário diário diminuiria em R$ 200. No entanto, o consumidor espera que o estabelecimento permaneça aberto todos os dias, exigindo um aumento de custo de R$ 200, ou seja, 20% a mais.

Aumento de custos e desafios de mão de obra

Esse aumento de custos, segundo Solmucci, forçaria um repasse de 7% a 8% nos preços dos cardápios. Além do aspecto financeiro, o presidente da Abrasel enfatizou que a escassez de mão de obra já é um desafio considerável no momento.

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Ele apontou que o setor enfrenta uma enorme dificuldade em encontrar trabalhadores, com mais de 500 mil vagas abertas, um reflexo da situação atual do mercado de trabalho.

Diferenciando redução de jornada de mudança de escala

Durante a entrevista, Solmucci fez questão de esclarecer a diferença entre dois temas que, em sua visão, estão sendo confundidos no debate público. Um desses temas é a redução da jornada de trabalho.

Sobre a redução de jornada, ele considerou a proposta de passar de 44 para 40 horas semanais como algo viável de ser discutido. Embora reconheça haver um custo, ele o avaliou como menor e mais administrável, sem afetar a oferta de mão de obra.

Posicionamento sobre a proibição de trabalhar seis dias por semana

Em contraste, o posicionamento dele sobre a mudança na escala de trabalho, que visaria proibir qualquer pessoa de trabalhar seis dias por semana, foi de forte discordância. Ele ressaltou que tal medida nunca foi implementada por lei em nenhum país.

Solmucci concluiu alertando para os riscos sociais dessa medida, como o provável êxodo de trabalhadores de regiões mais pobres para áreas mais ricas em busca de melhores oportunidades. Isso poderia levar à precarização dos serviços nas periferias e aumentar o tempo de deslocamento dos trabalhadores.

Conclusão sobre o cenário do setor de serviços

As falas de Paulo Solmucci reforçam a preocupação com a forma como as mudanças trabalhistas estão sendo debatidas. Ele enfatiza a necessidade de cautela e análise econômica profunda antes de qualquer alteração legislativa.

O setor de bares e restaurantes, já enfrentando desafios de custos e escassez de pessoal, precisa de um diálogo equilibrado que considere a viabilidade operacional e o impacto social das propostas.

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