SRB cobra explicações sobre veto europeu à carne

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) expressou forte preocupação com a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne e outros produtos de origem animal para a União Europeia, com a restrição entrando em vigor a partir de setembro deste ano.
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A entidade, em nota oficial divulgada neste domingo (07), enfatizou a necessidade de uma análise aprofundada das causas que levaram à decisão, solicitando esclarecimentos sobre o cumprimento das exigências impostas pelo bloco europeu. A SRB ressaltou que o momento demanda uma abordagem focada na identificação de pontos de melhoria e no fortalecimento da capacidade do país de atender às demandas do mercado internacional, em vez de buscar culpados.
Contexto Regulatório e Exigências Europeias
A restrição à exportação de produtos de origem animal para a União Europeia está relacionada a um regulamento aprovado em 2019 e atualizado em 2023, que exige que países exportadores comprovem a equivalência regulatória no uso de antimicrobianos na produção animal.
O prazo para adequação, historicamente, tem sido estabelecido para um período específico, mas a implementação enfrentou atrasos significativos. A SRB questiona a demora na aplicação das novas regras.
Posicionamento da SRB e Argumentos da Entidade
A Sociedade Rural Brasileira defende que o Brasil possui as condições técnicas necessárias para cumprir as exigências da União Europeia. A entidade destaca a credibilidade do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISPOA) e a eficiência dos mecanismos de autocontrole adotados pelo setor privado, que representam um avanço na transparência.
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Em relação à pecuária bovina, a SRB lembra que o país já utiliza o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (SISBOV) para rastreabilidade animal, um sistema consolidado há anos.
Desafios e Perspectivas
A SRB avalia que as adaptações necessárias para atender às exigências da União Europeia eram tecnicamente viáveis, o que torna fundamental compreender os motivos pelos quais as etapas não foram concluídas dentro do cronograma previsto. A entidade também expressa preocupação com o endividamento no campo, um fator que impacta a capacidade de investimento e adaptação do setor.
A entidade acredita que, ao identificar e corrigir os pontos críticos, o Brasil poderá fortalecer sua posição no mercado internacional e atender às crescentes demandas dos consumidores europeus.
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