EUA anunciam tarifas em produtos brasileiros por alegações de trabalho forçado

EUA Propõem Tarifas em Produtos Brasileiros por Problemas com Trabalho Forçado
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou na terça-feira uma série de novas tarifas que podem ser aplicadas a produtos brasileiros. Essa medida surge após uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que identificou falhas no combate ao trabalho forçado por parte do Brasil e de outras 59 nações.
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A investigação focou na falta de implementação e fiscalização de proibições de importação de bens produzidos com mão de obra explorada.
Isenção de Tarifas em Diversos Setores
A proposta do USTR não se aplicará a uma extensa lista de produtos, conforme detalhado em um anexo da decisão publicado no Federal Register, o diário oficial do governo americano. Essa lista, que inclui 75 páginas, abrange itens como carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais.
Esses produtos ficarão isentos de uma possível sobretaxa de 10% ou 12,5% (no caso do Brasil), que teria sido proposta devido à falta de ação contra o trabalho forçado.
Mecanismo Especial para a Indústria Têxtil
A indústria têxtil terá um mecanismo especial que reduziria a tarifa sobre o volume de importação de vestuário para o mercado americano. Essa abordagem diferenciada reflete a complexidade do setor e a necessidade de considerar as particularidades de cada produto.
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Preocupações com a Competição Desleal
O embaixador Jamieson Greer, responsável pela proposta, destacou que a falta de ação dos parceiros comerciais cria uma competição desleal. Ele enfatizou que a incapacidade de países como o Brasil em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado “é inaceitável”, impactando diretamente os trabalhadores americanos que competem globalmente.
Reafirmação da Postura dos EUA
Greer reforçou a posição dos Estados Unidos, declarando que “não toleraremos mais esta disparidade”. Ele ressaltou que cada parceiro comercial deve tomar medidas adicionais para garantir que o comércio não incentive ou consolide o trabalho forçado em todo o mundo.
O USTR abrirá um período de consulta pública até o dia 6 de julho de 2026, além de realizar audiências públicas no dia 7 de julho.
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