Papa Leão XIV Ameaça: IA Pode Levar à “Escravidão” em Nova Encíclica

Papa Leão XIV Alerta Contra o ‘Domínio’ da Inteligência Artificial em Nova Encíclica
Em um documento de grande impacto, o Papa Leão XIV lançou nesta segunda-feira (25) sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica Humanitas”, um texto de 130 páginas que aborda questões cruciais para o futuro da humanidade. A obra se destaca por denunciar os riscos da inteligência artificial (IA), a desumanização e o conceito de “guerra justa”, além de refletir sobre questões como a demora da Igreja em condenar a escravidão e o impacto ambiental da tecnologia.
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As encíclicas da Igreja são documentos fundamentais que estabelecem a posição da instituição sobre temas relevantes, abrangendo aspectos sociais, morais, políticos e teológicos. O pontífice apresentou o documento pessoalmente, em um evento que contou com a presença de especialistas em IA, incluindo o cofundador da empresa Anthropic, Christopher Olah.
O Papa Leão XIV expressou a necessidade de “desarmar” a IA, impedindo seu “domínio sobre o humano”, alertando que a tecnologia não é moralmente neutra.
O texto critica o controle exercido por grandes empresas econômicas e tecnológicas sobre plataformas, infraestruturas e dados, argumentando que essa influência não deve ser restrita aos Estados. Inspirado em figuras como Platão e J.R.R. Tolkien, o Papa americano denuncia “novas formas de escravidão” relacionadas à extração de recursos para a IA, pedindo soluções tecnológicas mais sustentáveis para mitigar o impacto ambiental.
Ele se refere a situações como a exploração de adolescentes e crianças em condições perigosas na trituração de minerais essenciais para a tecnologia moderna, descrevendo “corpos marcados, mutilados, desgastados para que o fluxo de cálculos não seja interrompido”.
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Além disso, o Papa Leão XIV se manifesta contra a ideia de “guerras justas”, criticando a normalização da guerra como instrumento de política internacional, e lamenta a “cultura violenta do poder” que se desenvolve. Ele reitera que “nenhum algoritmo pode fazer com que a guerra seja moralmente aceitável”, refletindo sobre a necessidade de uma alfabetização digital e o diálogo entre diferentes atores sociais.
A encíclica surge de um longo período de reflexão dentro da Igreja, impulsionada pelo lançamento do Apelo de Roma para a Ética da IA em 2020, que defendia um desenvolvimento tecnológico respeitoso da dignidade humana.
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