Especialistas Alertam: Risco de Novas Pandemias é Baixo com Hantavirose e Ebola

Especialistas alertam: risco de novas pandemias é baixo! Hantavirose e Ebola mostram transmissão limitada, com foco em áreas específicas. André Bon avalia:

16/06/2026 05:30

3 min

Especialistas Alertam: Risco de Novas Pandemias é Baixo com Hantavirose e Ebola
(Imagem de reprodução da internet).

Especialistas Avaliam Baixo Risco de Novas Pandemias com Hantavirose e Ebola

Apesar de recentes surtos de doenças como a hantavirose e o surto de Ebola, as autoridades de saúde consideram que o risco de uma nova pandemia global é, por enquanto, baixo. Essa avaliação se baseia principalmente na forma de transmissão dessas doenças, que se diferencia de vírus respiratórios como a Covid-19, apresentando uma taxa de transmissibilidade mais limitada e tendendo a concentrar os casos em áreas específicas.

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O coordenador de infectologia do Hospital Brasília e head de Infectologia da Rede Américas, André Bon, reforça essa perspectiva.

Características de Transmissão Limitam Disseminação

André Bon explica que tanto a hantavirose quanto o surto atual de Ebola são eventos localizados, com um risco de disseminação global reduzido. Ele destaca que epidemias anteriores de Ebola, como as que ocorreram em Serra Leoa, Guiné e Libéria em 2014, permaneceram restritas às regiões onde a doença já circulava.

A complexa dinâmica de transmissão do Ebola exige contato direto com sangue, secreções e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, descartando a transmissão aérea, o que facilita o controle da doença.

O especialista ressalta que barreiras sanitárias tradicionais, como o isolamento rigoroso de pacientes, o uso de equipamentos de proteção individual e uma estrutura hospitalar adequada, costumam ser altamente eficazes para frear o avanço do vírus.

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O subtipo de Ebola em circulação apresenta uma taxa de letalidade de aproximadamente 25%, um índice alarmante, mas inferior ao registrado historicamente na cepa Zaire.

Hantavirose: Risco Contido e Foco no Monitoramento

No caso da hantavirose, o risco de disseminação internacional também é considerado baixo. Apenas um subtipo do hantavírus, identificado principalmente na Argentina e no Chile, apresenta transmissão entre pessoas. A maior parte dos casos ocorre por contato com partículas presentes em urina, fezes e saliva de roedores infectados.

O monitoramento constante das doenças é mantido pelos órgãos de saúde internacionais, alertando para o potencial pandêmico associado a vírus respiratórios, que apresentam uma transmissão muito mais eficiente entre pessoas.

Sintomas e Atenção Imediata

Apesar do perfil epidemiológico restrito, os quadros clínicos de ambas as infecções são graves e exigem atenção imediata. O Ebola manifesta-se inicialmente com febre alta de início súbito, dores musculares intensas e sintomas gastrointestinais.

Em estágios avançados, a doença evolui para manifestações hemorrágicas, hipotensão e choque. A hantavirose, por sua vez, compartilha o início com febre, dores pelo corpo e dor de cabeça, acompanhadas de sintomas respiratórios. A principal complicação da doença é a sua velocidade de evolução, que pode levar rapidamente o paciente a uma insuficiência pulmonar grave.

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