Eletrobuses Elétricos Brasileiros Aceleram com Inovação Marcopolo

Lead: Em 2026, o mercado de ônibus elétricos no Brasil enfrenta desafios e oportunidades, impulsionado por regulamentações favoráveis e pela crescente demanda por soluções de transporte sustentáveis. A produção nacional representa 67% do mercado, com a Marcopolo liderando a inovação tecnológica.
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A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) destaca que o Fundo Clima e o FINAME do BNDES incentivam a nacionalização, beneficiando fabricantes como a Eletra, Mercedes – Benz e Volkswagen, que possuem fábricas no Brasil.
Panorama do Mercado e Concorrência
A produção nacional de ônibus elétricos, liderada pela Eletra, detém mais de 60% do mercado, com 1.158 unidades em operação. No entanto, a chegada de fabricantes chinesas como BYD, Yutong e Ankai intensifica a competição, exigindo adaptações e estratégias inovadoras das empresas locais.
Milena Romano, presidente da Eletra, ressalta a expertise da empresa, que atua no mercado há 25 anos, desde os trólebus, e a confiabilidade de seus motores com garantia de fábrica de 20 anos, superior à oferta de cinco anos dos concorrentes chineses.
A pressão da concorrência asiática impulsiona a busca por soluções tecnológicas e estratégias de mercado, exigindo que as empresas brasileiras se adaptem rapidamente às novas demandas.
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Inovação e Tecnologias
A Marcopolo, presente em sete países, adota uma estratégia multitecnológica de propulsão, desenvolvendo ônibus híbridos a etanol, que resolve o gargalo da infraestrutura de carregamento do elétrico puro.
João Paulo Ledur, diretor de Estratégia, Digital e Inovação da Marcopolo, explica que o motor – gerador dispensa a necessidade de subestação e linhas de alta tensão, e que o etanol, combustível brasileiro, contribui para a redução das emissões, considerando o ecossistema da sua produção.
O ônibus híbrido a etanol está na última etapa de testes e deve ser lançado em uma feira em agosto de 2026, demonstrando a versatilidade das soluções da Marcopolo.
Alternativas ao Elétrico Puro
O biometano e o hidrogênio verde emergem como alternativas promissoras, dividindo opiniões no setor. A Volkswagen já entregou ônibus a biometano para operadores de resíduos, enquanto a Mercedes – Benz realiza testes com biocombustível em motores Euro 6.
A Marcopolo também opera frotas a biometano, e Romano, da Eletra, é cética em relação à escala real do biometano, devido à falta de infraestrutura de distribuição e aos altos custos de abastecimento.
A TEVX opera, em Brasília, o primeiro ônibus em rota comercial movido a hidrogênio verde 100% puro, em parceria com a Neoenergia, e a Marcopolo tem projetos – piloto de célula a combustível no Brasil e na Colômbia.
Desafios e Perspectivas
O hidrogênio verde ainda enfrenta desafios de custo e infraestrutura, mas espera – se que se torne viável nos próximos anos. O ano de 2026 será crucial para o setor, com a Copa do Mundo, eleições e a inflexão definitiva para o transporte elétrico.
Carlos Eduardo Souza, CEO da TEVX, destaca que o Brasil possui uma combinação rara de fatores, como a matriz energética limpa, a indústria nacional e o potencial de mercado de 130 mil ônibus urbanos a diesel, que podem ser substituídos por veículos elétricos.
Atingir as projeções do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), que prevê 43.500 ônibus elétricos em menos de dez anos, dependerá da capacidade de transformar o potencial do país em escala, antes que a janela política se feche.
Dados Relevantes
A produção nacional de ônibus elétricos representa 67% do mercado, com a Marcopolo liderando a inovação tecnológica. A Eletra detém mais de 60% do market share, com 1.158 ônibus em operação. A BYD, Yutong e Ankai são os principais concorrentes asiáticos.
A Eletra oferece motores com garantia de fábrica de 20 anos, enquanto os concorrentes chineses oferecem garantias de cinco anos. A Marcopolo desenvolveu um ônibus híbrido a etanol, que resolve o gargalo da infraestrutura de carregamento do elétrico puro.
Em janeiro de 2026, foram emplacados apenas 8 ônibus elétricos, uma queda de 93% em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo o ciclo eleitoral e a paralisia decisória em governos em disputa política.
O Brasil possui uma matriz energética predominantemente limpa, com 84% de energia renovável, e um potencial de mercado de 130 mil ônibus urbanos a diesel para substituir.
O ano de 2026 será crucial para o setor, com a Copa do Mundo, eleições e a inflexão definitiva para o transporte elétrico.
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