Desvio de Asteroides: Uma Nova Abordagem em Testes
A ideia de desviar um asteroide pode parecer complexa, mas novos estudos estão começando a mostrar que métodos mais controlados, sem a necessidade de explosões, podem ser viáveis. Um experimento recente revelou que materiais de asteroides são capazes de suportar níveis de energia extremos sem se fragmentar, e em alguns casos, até se tornam mais resistentes durante o processo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para investigar esse comportamento incomum, uma equipe de pesquisa utilizou uma amostra do meteorito Campo del Cielo e a submeteu a feixes de prótons de 440 GeV na instalação HiRadMat, do CERN. A análise foi realizada em tempo real, utilizando laser Doppler vibrometry – uma técnica que permite medir vibrações e deformações sem danificar o material.
Essa abordagem foi crucial para entender as respostas do material sob alta energia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os resultados superaram as expectativas, indicando que a resistência do material era maior do que o previsto. A explicação reside na complexa estrutura interna, que redistribui o estresse de forma inteligente. Essa capacidade permite que o material resista a impactos intensos, e em certos momentos, até mesmo aumente sua resistência.
A velocidade com que o material é submetido a estresse também desempenha um papel importante, com maior estresse resultando em maior capacidade de dissipar energia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Essas descobertas abrem caminho para estratégias mais precisas de desvio de asteroides, eliminando a necessidade de fragmentação do corpo celeste. A abordagem envolve transferir energia para o interior do asteroide, alterando sua trajetória com um controle muito maior.
O estudo ajuda a diminuir as discrepâncias entre os resultados de testes laboratoriais e o comportamento observado de meteoros ao entrarem na atmosfera terrestre. A pesquisa envolveu a participação da Universidade de Oxford e uma parceria com a Outer Solar System Company, com os resultados publicados na revista Nature Communications.
