Deputados disputam vaga de Ministro do TCU: quem leva o apoio do presidente da Câmara?

Deputados Disputam Vaga de Ministro do TCU em Sabatina Técnica
Nesta segunda-feira, 13, deputados que concorrem a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) aproveitaram a sabatina na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) para destacar seus conhecimentos técnicos. O colegiado tem caráter consultivo, e a eleição definitiva ocorrerá no plenário na próxima terça-feira.
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Candidaturas e Apoios Políticos
O deputado Odair Cunha (PT-MG) se mostrou um favorito na disputa, afirmando que sua candidatura “não pertence ao governo”. Ele conta com o apoio de 12 bancadas e do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Posicionamento de Odair Cunha
Odair Cunha declarou que sua candidatura possui um significado claro, pois “não pertence ao governo, não pertence ao meu partido, não pertence à oposição”. Ele enfatizou que tratar-se de um órgão técnico e sério, como o TCU, impede a criação de “falsos dilemas”.
Outros Candidatos em Destaque
Apesar do apoio a Odair, partidos de centro e da oposição optaram por lançar seus próprios nomes. Entre os concorrentes estão: Adriana Ventura (Novo-SP), indicada pelo Novo; Danilo Forte (PP-CE), indicado pelo PSDB; Elmar Nascimento (União-BA), indicado pelo União Brasil; Gilson Daniel (Podemos-ES), indicado pelo Podemos; Hugo Leal (PSD-RJ), indicado pelo PSD; Soraya Santos (PL-RJ), indicada pelo PL.
Debate sobre Emendas Parlamentares
Todos os participantes abordaram a questão das emendas em seus discursos. Odair Cunha defendeu que o pagamento e o direcionamento dessas emendas devem ser responsáveis, mas minimizou seu impacto, dizendo que “são uma pequena parte” do Orçamento.
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Visões Divergentes sobre Recursos Públicos
Danilo Forte reafirmou uma postura reativa em relação às decisões do Executivo e do Judiciário sobre o pagamento de emendas. Segundo ele, há uma “avaliação discricionária” no empenho e pagamento. Ele mencionou que, em 2025, o governo federal pagou um valor recorde de R$ 31,5 bilhões em emendas.
Adriana Ventura, candidata pelo Novo, focou na fiscalização de recursos públicos, citando a Frente Parlamentar de Integridade e Transparência. Ela ressaltou que o TCU deve ter caráter “consultivo” e não punitivo, e que o Congresso “não pode se acovardar” diante das intervenções de outros Poderes.
Visões de Controle e Planejamento Orçamentário
Hugo Leal citou o histórico do TCU e a necessidade de maior proximidade entre o Congresso e a Corte de Contas. Ele defendeu “desengessar” a peça orçamentária para ampliar o espaço de investimentos, defendendo que o papel do TCU é mais “orientador” e “preparador” do que meramente fiscalizatório.
Foco na Qualidade do Gasto e Representatividade
Gilson Daniel enfatizou a necessidade de avançar em um sistema de custos estruturado na administração pública, destacando sua formação em ciências contábeis. Por sua vez, Soraya Santos defendeu que o controle eficaz reside em “gastar melhor”, e não apenas em cortar gastos.
Ela também apontou a necessidade de maior representatividade feminina na Corte.
Em resumo, o debate cobriu desde a necessidade de transparência e o papel fiscalizador do órgão, até as diferentes abordagens sobre como o poder deve ser exercido e fiscalizado no âmbito federal.
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