De pub a ecossistema: como Fancore Group inova e fatura milhões em 2026?

A Evolução de um Pub a um Ecossistema de Consumo
A trajetória começou em 2014, quando Pedro Elero e JP Albuquerque, um engenheiro e um administrador, abriram um pub em Londrina, no Paraná. Inicialmente, o objetivo era apenas gerir um bom bar local.
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Hoje, dez anos depois, a dupla comanda o Fancore Group, uma holding que conta com mais de 1.200 colaboradores indiretos e presença em dez estados. O grupo se destaca por um modelo inovador: testam conceitos e assumem o risco integralmente antes de qualquer franquia ir ao mercado.
Resultados e Expansão do Grupo
Os números comprovam a eficácia desse método. O Folks Pub, marca original do grupo, reportou um faturamento de R$ 55 milhões no último ano. A principal bandeira da holding impulsiona a expansão, contando com 31 unidades em operação e mais 25 em fase de implantação.
Somando todas as marcas, a Fancore já acumulou mais de R$ 350 milhões em faturamento. Em 2025, o grupo superou a marca de R$ 100 milhões em receita anual, estabelecendo a meta ambiciosa de dobrar esse valor em 2026.
Construindo um Ecossistema Completo
Com a recente estreia do Estica, marca de alongamento assistido, validada em Londrina e em processo de expansão para Curitiba e São José dos Pinhais, o grupo avança na criação do que chama de “ecossistema de consumo”. Este portfólio acompanha o consumidor em todas as fases, do happy hour ao cuidado com o corpo.
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O Laboratório Antes da Prateleira
O que diferencia o Fancore dos modelos tradicionais de franquia começa muito antes da venda. A empresa atua como uma Franchise Venture Builder. Em vez de apenas formatar e inaugurar uma marca rapidamente, a holding cria, testa e valida cada negócio em unidades próprias — verdadeiros laboratórios.
“Não acreditamos no franchising como linha de produção de lojas. O modelo só é liberado para a rede após passar por um laboratório em unidades próprias, comprovando margem, EBITDA e payback”, explica Pedro Elero, diretor do grupo.
A Metodologia Testada com o Estica
O processo do Estica exemplifica bem essa metodologia. A marca teve referências nos Estados Unidos e na Austrália, mercados onde o alongamento assistido já é prática consolidada. Para adaptar o conceito ao Brasil, o grupo usou o programa “Empreendedor Residente”.
Um especialista técnico com experiência internacional liderou a operação desde o início. O modelo de negócio foi testado por doze meses. O foco não era o lucro imediato, mas sim validar a proposta de valor, medir a recorrência dos clientes e testar canais digitais sem as pressões financeiras de um empreendedor comum.
Critérios Rígidos para Crescimento
Para que uma marca seja aprovada para expansão no Fancore, ela deve apresentar uma proposta de valor única em segmentos inovadores. Além disso, precisa oferecer margem compartilhada na cadeia e ter potencial de capilaridade para pelo menos 100 unidades.
Outros critérios incluem facilidade de operação e transferência de conhecimento, além de um ticket médio acessível. A empresa busca garantir que o crescimento seja sólido e sustentável.
Visão de Futuro
A estratégia visa consolidar um ecossistema robusto. A experiência mostra que o sucesso reside na validação rigorosa antes da expansão em larga escala, garantindo que cada nova unidade fortaleça o grupo como um todo.
Autor(a):
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