CVM Aponta Modelo Inédito de Fraude no Banco Master
Em depoimento à CAE do Senado, o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, detalhou como o Banco Master se envolveu em um esquema de fraude que ele considera “inédito”. Accioly afirmou que o banco não foi vítima, mas sim um cúmplice ativo na promoção do superdimensionamento de ativos em fundos exclusivos.
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Ele descreveu um cenário onde havia um alinhamento perverso de interesses entre gestores e investidores, com o objetivo de manter uma ilusão contábil.
Segundo o presidente da CVM, o modelo de fraude se baseava no uso de valores inflados nos fundos, com o intuito de artificialmente aumentar a posição patrimonial do banco e continuar emitindo Certificados de Depósito Bancário (CDBs). “O objetivo era criar a impressão de solidez financeira, mesmo quando a situação real era muito mais frágil”, explicou Accioly.
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Ele ressaltou que essa prática enganou o mercado e dificultou o trabalho de órgãos de supervisão, incluindo o Banco Central (BC).
Investigação e Impacto no Mercado
O caso do Banco Master foi alvo de investigação da Polícia Federal (PF) e resultou na suspensão das operações do banco pelo BC em novembro de 2025. A instituição é suspeita de inflar artificialmente os ativos de fundos exclusivos, com o objetivo de mascarar sua fragilidade financeira e facilitar a venda de carteiras de crédito, avaliadas em R$ 12,2 bilhões, para o Banco de Brasília.
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Accioly enfatizou que o esquema se diferencia das fraudes tradicionais devido à sua natureza e ao envolvimento de investidores com capacidade de supervisão própria, o que dificultou a atuação das autoridades de fiscalização. O presidente da CVM defendeu a necessidade de aprimoramentos regulatórios e maior coordenação entre as autoridades financeiras para evitar que situações como essa se repitam.
