CPI investiga Banco Master: Galípolo explica papel do BC em caso de prejuízo?

CPI do Crime Organizado: Senadores Questionam Banco Master perante o Banco Central
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Crime Organizado recebeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026. A investigação focou na atuação do Banco Central em relação ao caso do Banco Master.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A comissão, que estava com baixa presença, não contou com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto.
Participação e Foco das Investigações
Apenas quatro senadores fizeram perguntas diretas ao presidente do BC: o senador do PT-ES, presidente da CPI; o do MDB-SE, relator da CPI; um representante do Novo-CE; e um do PL-PR. Embora outros membros, como os senadores do PL-MT, Republicanos-RS e PT-SE, estivessem presentes, eles não formularam questionamentos.
O Contexto do Questionamento
O convite da CPI visava que Galípolo explicasse o papel do Banco Central no caso Master, um tema que pode gerar reflexos significativos nos Três Poderes. O relator da CPI é o senador do MDB-SE.
Investigações e Envolvidos no Caso Master
O fundador do Master, Daniel Vorcaro, está sob investigação por acusações graves, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. Há registros de um encontro entre Galípolo, Vorcaro, o presidente do PT e outras autoridades no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Rombo e a Operação do BC
O presidente do Banco Central havia comentado sobre investigações que culminaram em um prejuízo considerável ao Fundo Garantidor de Créditos. Galípolo foi ouvido na condição de testemunha. O Banco Central identificou créditos problemáticos do Master durante a negociação de compra do Master pelo BRB, estatal do Distrito Federal, em 2025.
O BRB enfrenta uma situação financeira delicada após entregar medidas em fevereiro deste ano para recompor seu balanço e fortalecer a liquidez. O banco corre risco de liquidação pelo Banco Central, assim como o próprio Banco Master.
Suspeitas e Esclarecimentos do BC
O Banco Central alegou ter certeza da inexistência de lastro em carteiras de crédito. Autoridades como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal já atuaram no caso. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, do Banco Central, são suspeitos de terem facilitado interesses do Master na autoridade monetária.
Paulo Sérgio Souza, que atuou na fiscalização do BC entre 2017 e 2023, é investigado pela PF por fornecer informações privilegiadas a Daniel Vorcaro. As investigações seguem duas frentes: sanções administrativas pela CGU e apuração criminal pela Polícia Federal.
Conclusão sobre a Atuação do Banco Central
Galípolo expressou um sentimento de “consternação” na autoridade monetária após o caso Master. Ele havia defendido publicamente que a ética é um valor muito caro para os servidores públicos e havia solicitado apoio para a aprovação da PEC que aumenta a autonomia financeira do Banco Central.
Segundo Galípolo, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, identificou que o Master tentava vender novas carteiras devido a problemas de liquidez. Um grupo de análise detectou, em março, que essas carteiras não possuíam lastros adequados.
O BC teve dificuldade em encontrar provas e avançou nas investigações durante o processo de análise de compra pelo BRB, garantindo que o rito legal fosse respeitado.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


