Cocaína em rios: Estudo mostra que salmões selvagens nadam muito mais longe!

Estudo chocante: Cocaína aumenta natação de salmões selvagens! Saiba como poluentes chegam aos rios e o risco para a vida aquática.

22/04/2026 09:35

2 min

Cocaína em rios: Estudo mostra que salmões selvagens nadam muito mais longe!
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela que Cocaína Aumenta Distância de Natação em Salmões Selvagens

Pesquisadores divulgaram um estudo que aponta que os salmões conseguem nadar distâncias significativamente maiores quando expostos à cocaína. Essa substância, assim como outros compostos, pode atingir os rios através do sistema de esgoto, de acordo com a análise.

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A investigação foi uma colaboração entre cientistas da Universidade Griffith, na Austrália, e da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas. Os resultados foram publicados na segunda-feira, dia 20, e focaram em entender o impacto da droga no movimento de peixes selvagens em seus ambientes naturais.

Metodologia e Resultados no Lago Vättern

Para a pesquisa, os cientistas capturaram cem salmões selvagens do Atlântico no lago Vättern, na Suécia. Eles administraram cocaína e benzoilecgonina, um metabólito gerado pela droga no fígado, e posteriormente monitoraram os deslocamentos dos animais.

Os dados coletados mostraram que os peixes expostos à droga percorreram uma distância 1,9 vezes maior em comparação com aqueles que viviam em condições saudáveis. Além disso, foi constatado que os peixes que tiveram contato com o derivado viajaram até 12,3 quilômetros mais longe.

Preocupações Ambientais com Contaminantes

“Qualquer alteração antinatural no comportamento dos animais é motivo de grande preocupação”, alertou Marcus Michelangeli, do Instituto de Rios Australianos da Universidade Griffith, em entrevista ao canal australiano ABC.

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Ele ressaltou que estão encontrando em rios concentrações crescentes não apenas de drogas ilícitas, mas de uma variedade de produtos farmacêuticos. O aumento do uso de cocaína globalmente é um dado preocupante, visto que a ONU reportou que quase 25 milhões de pessoas utilizaram a droga em 2023.

O Desafio da Contaminação Hídrica

A substância é detectada com frequência em cursos d’água, e cientistas expressam receio de que a contaminação das águas por drogas comuns represente um risco crescente e sério para a biodiversidade.

Para o professor Michael Bertram, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, o estudo sublinha a urgência de aprimorar o tratamento e o monitoramento dos sistemas de esgoto. Ele complementou que “nosso estudo indica que as drogas não são apenas uma questão social, mas também um desafio ambiental”.

A ciência aponta, portanto, para a necessidade de ações ambientais mais rigorosas diante do impacto das substâncias químicas nos ecossistemas aquáticos.

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