Casper Ruud e Jakub Menšík sofrem com calor em Roland Garros

Casper Ruud e Jakub Menšík enfrentam desafios de saúde e desempenho em Roland Garros devido à onda de calor recorde em Paris

23/06/2026 09:00

2 min

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O Tênis em Roland Garros Revela os Impactos da Crise Climática

Paris, França – O tradicional torneio de tênis de Roland Garros, um dos mais importantes do mundo, tornou-se um palco para evidenciar os desafios impostos pelo clima extremo aos grandes eventos esportivos. A onda de calor que atinge a Europa, com temperaturas máximas diárias acima de 32°C desde sábado, expôs a crescente interferência da crise climática na operação, segurança e desempenho dos competidores.

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Segundo dados do serviço meteorológico nacional francês, a previsão para Paris chegou a 35°C, marcando o dia mais quente de maio já registrado no país. Jogadores como o norueguês Casper Ruud, número 16 do mundo, necessitaram de atendimento médico, relatando sensações de “andamento como um zumbi” e similaridades com insolação após vencer sua partida em cinco sets.

O checo Jakub Menšík classificou a experiência como “insana” ao jogar por mais de quatro horas sob sol forte, desabando na quadra após vencer Mariano Navone.

A situação reacende debates sobre a adequação das regras tradicionais de competição diante do calor extremo, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo de 2026. Menšík defendeu uma abordagem mais flexível para as pausas, considerando que os intervalos atuais não seriam suficientes para a recuperação dos atletas.

A americana Coco Gauff adotou medidas para proteger seus equipamentos, guardando raquetes reservas em uma caixa térmica para evitar danos às cordas, que podem perder tensão em altas temperaturas. A indústria esportiva enfrenta um alerta direto: a bilheteria, direitos de transmissão, turismo e patrocínios dependem da saúde dos atletas e da continuidade dos eventos.

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Fora das quadras, autoridades francesas registraram sete mortes relacionadas ao clima, incluindo casos associados a eventos esportivos. A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, enfatizou a necessidade de “vigilância absoluta” na prática esportiva em calor extremo, sugerindo revisões em horários de jogos, ampliação de áreas de sombra, protocolos médicos mais robustos e sistemas de alerta.

A Climate Central aponta que o calor em Paris teve quatro vezes mais probabilidade de ocorrer devido às mudanças climáticas.

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