Corte de Roma adia julgamento de Carla Zambelli para permitir cumprimento de pena no Brasil. STF e Itamaraty pediram extradição. #CarlaZambelli #Brasil #Itália
A Corte de Apelação de Roma adiou, pela quarta vez, o julgamento referente à extradição da ex-deputada federal (PL-SP) Carla Zambelli, com o objetivo de permitir que ela cumpra uma pena imposta no Brasil. A decisão ocorreu na terça-feira, 20 de janeiro de 2026.
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A ex-parlamentar foi condenada em 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena superior a 15 anos de prisão, resultante de dois processos distintos. O Ministério Público da Itália emitiu um parecer favorável à continuidade do processo em outubro.
A defesa de Zambelli entrou com um recurso, solicitando que sua análise seja conduzida por uma nova turma de juízes. A defesa alega cerceamento de defesa e parcialidade por parte dos magistrados envolvidos. A Corte de Apelação estabeleceu um prazo de três dias para a formalização do pedido de suspeição.
A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha o processo para assegurar o cumprimento das decisões judiciais brasileiras. O STF e o Itamaraty haviam solicitado a extradição à Justiça italiana, e a análise da extradição já sofreu diversos adiamentos desde que o STF e o Itamaraty entraram com o pedido junto à Justiça da Itália.
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos. O primeiro, em 2025, resultou em uma condenação por danos coletivos causados ao (Conselho Nacional de Justiça) por inserir falsos alvarás de soltura e mandados de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, além de uma acusação de falsidade ideológica.
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A Corte determinou uma pena de 10 anos de prisão e o pagamento de R$ 2 milhões em indenização.
Em 2022, Zambelli também foi condenada por um incidente em São Paulo, envolvendo o jornalista Luan Araújo, com uma pistola em punho. A ex-parlamentar foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A Câmara dos Deputados cassou o mandato de Carla Zambelli em dezembro de 2025, por 227 votos favoráveis e 170 contrários. A decisão foi tomada após a ex-parlamentar renunciar ao cargo, sob o decreto do ministro Alexandre de Moraes.
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