Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirma apoio humanitário à Venezuela após ataque dos EUA. Colaboração SUS e Venezuela é citada como exemplo.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que o Brasil manterá “sua disposição e mobilização” para auxiliar o sistema de saúde venezuelano, motivado por razões humanitárias. A declaração surge em um contexto de crescente tensão internacional, após um ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela.
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Padilha enfatizou a necessidade de mitigar os possíveis impactos no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, considerando a possibilidade de aumento no fluxo migratório na fronteira.
Padilha citou a pandemia da Covid-19 como exemplo de colaboração internacional, referindo-se à ajuda recebida da Venezuela durante a escassez de oxigênio no Brasil. Ele ressaltou a importância de parcerias como forma de garantir a segurança sanitária regional.
A colaboração em campanhas conjuntas de vacinação, segundo Padilha, foi fundamental para evitar uma “explosão de casos de sarampo” na América do Sul, em contraste com a situação na América do Norte.
Operação Militar e Controvérsias
O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou a operação militar na Venezuela através da rede Truth Social. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, informou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan).
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A operação, realizada na madrugada de sábado (3.jan), envolveu o uso de aeronaves de ataque e bombardeiros, além de helicópteros militares que transportaram tropas para Caracas.
Reações e Questionamentos
A operação gerou questionamentos sobre a falta de aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário de Estado, , declarou que não houve comunicação prévia com o Congresso norte-americano. As autoridades venezuelanas relataram mortes de civis durante a operação, enquanto um oficial norte-americano negou baixas entre as tropas americanas.
A vice-presidente, Delcy Rodríguez, classificou a ação como uma violação da soberania venezuelana e reafirmou o apoio de Maduro como presidente legítimo do país.
Relações Internacionais e Futuro
A vice-presidente, Delcy Rodríguez, expressou abertura para uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. A Venezuela se mostrou disposta a cooperar com ações lideradas pelos EUA, mas ressaltou que não aceitará ser uma “colônia de nenhum outro país”.
A situação permanece complexa, com debates sobre a legitimidade da operação e as implicações para a segurança e estabilidade da região.
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