Bope: Justiça do Rio acusa 10 policiais por invasão em operação na Maré!

Justiça do Rio de Janeiro acusa 10 policiais do Bope por invasão na Maré. Saiba os detalhes das acusações e o que aconteceu em 10 de janeiro de 2025!

22/04/2026 09:46

3 min

Bope: Justiça do Rio acusa 10 policiais por invasão em operação na Maré!
(Imagem de reprodução da internet).

Justiça do Rio de Janeiro torna réus dez policiais do Bope por invasão em operação na Maré

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e formalizou a acusação contra dez policiais militares do Bope, a unidade de elite da Polícia Militar do Rio. Os militares são acusados de invadir residências durante uma operação realizada no Complexo da Maré, na zona Norte da cidade, em 10 de janeiro de 2025.

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A denúncia foi protocolada em 10 de abril e recebida pela Auditoria da Justiça Militar na última sexta-feira, dia 17, dando início à ação penal militar. Os policiais militares respondem por crimes como descumprimento de missão e desobediência.

Detalhes das acusações e procedimentos investigativos

O Ministério Público detalha 13 ocorrências em que os militares teriam invadido casas na comunidade. Os policiais réus incluem Rodrigo da Rocha Pita, cabo Luís Claudio Santos da Silva, 1° sargento Douglas Nunes de Jesus, 2° sargento Carlos Alberto Britis Júnior, 3° sargento Rodrigo Rosa Araújo, 1° sargento Diogo de Araújo Hernandes, 3° sargento Diego Ferreira Ramos Martins, cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo Bruno Martins Santiago, 3° sargento Felippe C.

Martins e 1° tenente.

Alegações de invasão e uso indevido de propriedades

Segundo o MP, os policiais entraram em diversas residências sem autorização judicial e fora das hipóteses legais, sem a presença dos moradores. O cabo Rodrigo da Rocha Pita teria usado, em várias ocasiões, uma chave do tipo “mixa” para abrir portas de imóveis, acessando os locais, por vezes acompanhado de outros agentes.

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As acusações apontam que, após invadirem os imóveis, os policiais usaram os espaços para fins particulares, o que é incompatível com o serviço policial. Entre as condutas citadas estão permanecer nas casas, utilizar banheiros das residências e até consumir bebidas encontradas no interior de um dos imóveis.

Irregularidades no cumprimento do dever

Em alguns casos, os agentes permaneceram por tempo considerável dentro das casas, mesmo quando estavam escalados apenas para ações de incursão e estabilização. O Ministério Público também apontou irregularidades no uso das câmeras de registro das ocorrências.

Policiais como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes são acusados de não registrarem as ações, resultando em imagens de “tela preta”. Além disso, o cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento teria direcionado a câmera de maneira inadequada, prejudicando a correta captação dos fatos durante a operação.

A apuração interna e a decisão judicial

A Polícia Militar do Rio de Janeiro comunicou que a Corregedoria-Geral da Corporação instaurou um procedimento apuratório assim que tomou conhecimento do possível desvio de conduta ocorrido em janeiro do ano passado. Após concluir as investigações, o relatório foi enviado à Auditoria de Justiça Militar.

O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio determinou que o Ministério Público demonstrou claramente a conduta de cada policial nos delitos. Foram apresentadas provas da materialidade dos crimes e indícios de que os acusados foram os responsáveis pelos fatos.

Conclusão sobre as acusações

O documento também inclui acusações de descumprimento de missão contra agentes que deixaram de executar as atividades designadas, permanecendo em imóveis invadidos sem justificativa operacional. A defesa dos militares segue aberta para manifestações.

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