Justiça do Rio acusa 10 policiais do Bope por invasão em Maré em 2025! Veja detalhes

Justiça do Rio de Janeiro torna réus dez policiais do Bope por invasão em Maré
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e formalizou a acusação contra dez policiais militares do Bope, a unidade de elite da Polícia Militar do Rio. Os militares são acusados de invadir residências durante uma operação realizada no Complexo da Maré, na zona Norte da cidade, em 10 de janeiro de 2025.
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Ação Penal Militar e Acusações Formais
A denúncia foi protocolada no dia 10 de abril e recebida pela Auditoria da Justiça Militar na última sexta-feira, dia 17, dando início à ação penal militar. Os policiais militares são acusados de crimes como descumprimento de missão e desobediência.
Detalhes das Acusações
O Ministério Público aponta um total de 13 ocorrências em que os militares teriam invadido casas na comunidade. Os policiais réus incluem Rodrigo da Rocha Pita, cabo Luís Claudio Santos da Silva, 1° sargento Douglas Nunes de Jesus, 2° sargento Carlos Alberto Britis Júnior, 3° sargento Rodrigo Rosa Araújo, 1° sargento Diogo de Araújo Hernandes, 3° sargento Diego Ferreira Ramos Martins, cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento, cabo Bruno Martins Santiago, 3° sargento Felippe C.
Martins e 1° tenente.
Procedimento Investigativo e Alegações do MP
Segundo a decisão do juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio, o Ministério Público apresentou provas claras sobre a conduta de cada policial, demonstrando a materialidade dos crimes e os indícios de autoria dos fatos. A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou à CNN Brasil que a Corregedoria-Geral já havia aberto um procedimento apuratório sobre o possível desvio de conduta ocorrido em janeiro do ano passado.
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Alegações de Invasão e Uso Indevido de Imóveis
As apurações começaram após testemunhas contatarem o plantão do ministério relatando os acontecimentos. As denúncias indicam que os policiais entraram em diversas casas sem autorização judicial e fora das hipóteses legais, sem a presença dos moradores.
O cabo Rodrigo da Rocha Pita, por exemplo, teria usado chaves do tipo “mixa” para abrir portas de imóveis, às vezes acompanhado de outros agentes.
Condutas Questionadas Durante a Operação
A denúncia descreve que, após invadirem os locais, os policiais teriam usado os espaços para fins particulares, o que é incompatível com o serviço policial. Entre as ações apontadas estão permanecer nas residências, utilizar banheiros e até consumir bebidas encontradas no interior de um dos imóveis.
Em alguns momentos, permaneceram por tempo prolongado, mesmo quando deveriam estar focados em ações de incursão e estabilização.
Irregularidades no Uso de Equipamentos e Missão
O Ministério Público também apontou irregularidades no uso das câmeras. Policiais como Rodrigo Rosa Araújo Costa e Diogo de Araújo Hernandes são acusados de não registrarem nada, gerando apenas imagens de “tela preta”. Além disso, o cabo Jorge Guerreiro Silva Nascimento teria direcionado a câmera de maneira inadequada, prejudicando a captação correta das ações.
Outros sargentos e tenentes foram denunciados por descumprimento de missão, por deixarem de executar tarefas designadas, permanecendo em imóveis invadidos sem justificativa operacional.
Conclusão do Processo Judicial
O processo segue em andamento, com a Justiça do Rio de Janeiro formalizando a acusação contra os dez policiais. As alegações do Ministério Público detalham desde a invasão sem mandado até o uso inadequado dos espaços e equipamentos durante a operação no Complexo da Maré.
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