Belém: III Semana dos Povos Indígenas foca em autonomia e futuro dos povos originários

Belém sedia III Semana dos Povos Indígenas com foco na autonomia territorial
A cidade de Belém, no Pará, será o ponto de encontro de povos originários a partir desta quinta-feira, dia 16. O evento é a III Semana dos Povos Indígenas, realizado no Parque da Cidade, o mesmo local que sediou a Conferência do Clima (COP30). O tema central é “Onde a ancestralidade vira decisão”.
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A programação reúne representantes de oito etnoregiões indígenas, combinando debates políticos, ações sociais e celebrações culturais. É um evento aberto ao público, desenhado para fortalecer a autonomia das comunidades.
Agenda de quatro dias com foco em gestão e direitos
Ao longo dos quatro dias, a iniciativa mobiliza lideranças indígenas, órgãos públicos e comunidades em uma agenda voltada para o fortalecimento da autodeterminação. Um dos pontos altos é o seminário sobre a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), promovido pelo Governo Federal e por instituições parceiras.
Atividades nos primeiros dias
A agenda começa na quinta-feira (16) com oficinas focadas no planejamento e na avaliação de estratégias de gestão ambiental e territorial. Isso reforça o papel das próprias comunidades na tomada de decisões sobre seus territórios.
Nesta mesma quinta-feira (16), haverá a apresentação e eleição dos novos membros do Conselho Estadual de Política Indigenista (Consepi). Além disso, serão oferecidas ações de cidadania, como emissão de documentos e atendimento social.
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Intercâmbio de saberes e economia tradicional
A programação também dedica espaço ao intercâmbio entre saberes tradicionais e conhecimentos contemporâneos. Estão previstas atividades como “Pelas lentes da ancestralidade” e o Encontro de Defensores e Defensoras Indígenas da Bacia do Tapajós, que debaterá governança hídrica e proteção de terras.
Na sexta-feira (17), o evento se expande com a abertura da Feira de Etnobioeconomia Ancestral e da Feira de Gastronomia. Esses espaços valorizam produtos, práticas e conhecimentos tradicionais, impulsionando a economia indígena.
Debates e encerramentos importantes
O dia de sexta-feira (17) também contará com rodas de conversa, incluindo um debate promovido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) sobre indígenas em contextos urbanos. Haverá também uma mesa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) focada na educação escolar indígena.
O encerramento institucional ocorre no domingo (19), com a entrega do Plano de Consulta do Sistema Jurisdicional de REDD+, a posse dos novos conselheiros do Consepi e a assinatura de acordos importantes.
Programação Cultural e Identidade Amazônida
Além dos debates técnicos, a cultura ocupa um papel central no evento. O palco do Parque da Cidade receberá apresentações diárias, das 19h às 22h, celebrando a rica diversidade cultural amazônica e indígena.
A programação cultural segue um ritmo vibrante: na quinta-feira (16), haverá show de Cássio Costa e Parananin. Na sexta (17), Pinduca se apresenta, e no sábado (18), o dia terá um desfile de moda ancestral de Maurício Duarte, seguido por DJ Éric Terena e a banda 100 Limites.
O domingo (19) será marcado pelo Arraial do Pavulagem, com o tema “Cortejo pela ancestralidade viva”, fechando os trabalhos com grande celebração.
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