André Esteves alerta: o segredo da carreira não é salário, mas visão de longo prazo

Navegando a Carreira em um Mercado Complexo: Conselhos de André Esteves
O cenário atual do mercado de trabalho, marcado pela diminuição de vagas de entrada, pelo avanço da inteligência artificial e por uma crescente exigência, tornou o início de carreira mais desafiador e decisivo. Este foi o contexto abordado por André Esteves, chairman do BTG Pactual, durante um evento em São Paulo voltado a jovens talentos.
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O encontro reuniu palestras, mentorias e a presença de recrutadores de grandes corporações.
A Visão de Longo Prazo como Pilar de Carreira
Ao longo do painel, o executivo enfatizou uma ideia central: o maior equívoco profissional não reside em escolher o emprego inadequado, mas sim em tomar decisões baseadas apenas em ganhos imediatos. Ele alertou que é comum ver jovens trocarem de função por um aumento salarial modesto, sacrificando oportunidades que poderiam gerar um avanço muito maior.
Priorizando o Horizonte de Tempo nas Decisões
Antes de discutir habilidades específicas ou tendências de mercado, Esteves voltou-se ao fator mais crucial: o tempo. Para o banqueiro, a maioria dos tropeços de carreira ocorre quando o potencial é trocado por um benefício de curto prazo. Ele aconselhou: “Nunca sacrifique uma decisão de longo prazo por um ganho de curto prazo”.
A própria trajetória de Esteves ilustra esse ponto. Ele mencionou ter deixado um posto mais confortável no início de sua carreira para ingressar no mercado financeiro com um salário menor, mas com um potencial de crescimento muito superior. O avanço profissional, segundo ele, está mais ligado ao acúmulo de experiências do que ao salário mensal.
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Foco na Resolução de Problemas Relevantes
Em um ambiente cada vez mais competitivo, Esteves ressaltou um princípio clássico, mas sempre atual: a importância do esforço direcionado. Ele fez uma distinção importante, afirmando que esforço não é o mesmo que longas horas de trabalho. O diferencial reside em resolver problemas que realmente importam.
Ele compartilhou um exemplo pessoal de quando dedicou seis meses, trabalhando inclusive nos finais de semana, para reconstruir um sistema crítico. O reconhecimento veio após esse esforço focado. O que agrega valor, segundo ele, é o esforço que resolve um problema concreto.
Desenvolvendo Competências Além do Técnico e Abraçando a IA
Mesmo com o destaque dado a perfis técnicos, especialmente em tecnologia, Esteves alertou que o conhecimento técnico por si só não garante o sucesso. Ele enfatizou que a capacidade de relacionamento é fundamental para o crescimento profissional.
A Combinação de Habilidades para o Sucesso
Para o banqueiro, os profissionais mais completos são aqueles que conseguem unir o conhecimento técnico com uma boa leitura do contexto, comunicação eficaz e inteligência emocional. Essas habilidades interpessoais são cruciais.
A Inteligência Artificial como Transformadora, Não Eliminadora
A preocupação com a IA surgiu entre os jovens no evento, especialmente devido aos sinais de redução de vagas iniciais. Esteves adotou uma perspectiva prática, explicando que a tecnologia não elimina oportunidades, mas sim transforma o tipo de demanda do mercado.
Ele previu que certos empregos desaparecerão, mas outros surgirão.
Na visão dele, o avanço da IA tende a impulsionar a produtividade e abrir caminho para novos modelos de negócio. Ele incentivou os jovens, chamando-os de “AI born”, a utilizarem essa característica a seu favor.
A Mentalidade de Crescimento e a Consistência Profissional
Um ponto recorrente foi a discussão sobre erros, algo vital no início da jornada. Esteves afirmou que “só erra quem faz”, pois errar é parte inerente ao processo de aprendizado. O diferencial, contudo, está na reação subsequente.
É preciso reconhecer falhas rapidamente, entender o que deu errado e seguir em frente sem se paralisar pela frustração. O risco, segundo ele, é transformar o erro em um bloqueio mental, perdendo o ritmo da trajetória. Ele aconselhou contra o trauma desnecessário.
Olhando para o panorama atual, a mensagem de Esteves aponta menos para a escolha de uma carreira específica e mais para a construção contínua de relevância ao longo do tempo. Em um mercado competitivo, a vantagem reside na constância da jornada.
Ele concluiu reforçando que o futuro depende, principalmente, dos próprios profissionais.
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