Airbus revisa para baixo projeções de demanda por aeronaves com guerra no Irã

Airbusrevisa para baixo projeções de demanda por aeronaves de passageiros para os próximos 20 anos, atribuindo a guerra com o Irã e tensões comerciais à desaceleração da recuperação pós – pandemia de Covid-19. A decisão foi anunciada nesta quarta – feira, 8 de maio de 2026.
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A maior fabricante de aviões do mundo reduziu a previsão em 1%, totalizando 42.060 entregas de jatos comerciais entre 2026 e 2045. A Ásia, com cerca de metade das entregas, continua sendo o principal mercado para a Airbus, impulsionado pela demanda por jatos.
Contexto do Mercado Aéreo
Segundo Antonio Da Costa, chefe de análise de mercado da Airbus, “Essa recuperação pós – Covid praticamente estagnou”, devido a fatores como o aumento dos preços de componentes e as tarifas no Golfo Pérfico. A guerra com o Irã também contribuiu para a incerteza no setor.
A empresa avaliou que a demanda por jatos de corredor único, incluindo a família Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX, deverá atingir 33.920 unidades, com uma queda de 1% em relação à projeção anterior. Já os jatos de fuselagem larga ou de longo alcance, com 8.140 unidades, também sofrerão uma redução de 1%.
Estratégias da Airbus
A Airbus prevê que 47% das entregas serão para a substituição de aeronaves mais antigas, em vez de expansão das frotas. A empresa revisou para cima a previsão de crescimento do tráfego de passageiros, elevando – a de 3,6% para 3,9% ao ano, embora reconheça que essa estimativa seja inferior aos 4,1% anteriores.
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A Airbus não divulgou dados sobre a demanda por aeronaves de carga. A empresa reconhece que a escassez generalizada de aeronaves pode diminuir, mas espera que a substituição de aeronaves mais antigas impulsione o crescimento.
Projeções e Desafios
Apesar da revisão para baixo, a Airbus ainda espera um total de 42.060 entregas de jatos comerciais entre 2026 e 2045, considerando a forte demanda da Ásia e a crescente participação do concorrente chinês C919. A empresa enfrenta desafios como o aumento dos preços de componentes e as tensões comerciais globais, que podem impactar a recuperação da atividade aérea.
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