A primeira rodada de negociações entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, encerrou-se no sábado (24). Sem a divulgação de detalhes sobre um acordo final, as partes concordaram em manter o diálogo, com expectativa de retomada na próxima semana.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e representantes dos Emirados Árabes avaliaram o ambiente das conversas como “construtivo”.
Zelensky comunicou em mensagem na rede social X que “muitos assuntos foram discutidos” e destacou a importância de as discussões terem ocorrido de forma positiva. Delegados ucranianos informaram ao portal Axios que a reunião foi produtiva.
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Principais Pontos de Discussão
As negociações abordaram temas como documentos sobre território, garantias de segurança e critérios para o fim da guerra. O principal obstáculo permanece a situação no leste da Ucrânia, onde a Rússia exige a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass.
Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, enfatizou que essa condição é “muito importante”. Uma fonte russa, à agência TASS, afirmou que, sem uma solução territorial, não há perspectiva de um acordo de longo prazo.
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A Ucrânia, por sua vez, busca garantias de segurança que obriguem os Estados Unidos e aliados europeus a defender o país em caso de nova agressão, seguindo o artigo 5º da Otan.
Contexto Internacional e Críticas
As negociações ocorrem em um momento crítico para Kiev, marcado por bombardeios russos noturnos em Kharkiv e outras cidades, que causaram vítimas e danos à infraestrutura energética em meio a temperaturas extremamente baixas. “Seus mísseis não atingem apenas pessoas, mas também a mesa de negociações”, declarou Zelensky.
O evento se desenrolou longe da Europa e sem a participação da União Europeia. Em Davos, Zelensky criticou a “fragmentação” europeia e a falta de vontade política do bloco em relação a Vladimir Putin.
Próximos Passos
O formato atual, mediado pelos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, foi aprovado após reuniões anteriores com Trump e enviados dos EUA com Putin. As delegações retornarão às suas capitais para reportar o andamento das discussões e coordenar os próximos passos.
