O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que as negociações de paz com a Rússia, conduzidas com a mediação dos Estados Unidos, estão paralisadas em dois pontos cruciais: o futuro da região de Donetsk e o controle da usina nuclear de Zaporíjia.
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A declaração foi feita em Kiev, um dia após o envio de uma versão atualizada do plano de paz para Washington.
Disputas Centrais
Zelensky identificou as principais divergências como a questão do território de Donetsk e as implicações relacionadas a ele, juntamente com o controle da usina nuclear de Zaporíjia. Ele enfatizou que qualquer alteração territorial só seria aceitável com a aprovação da população, seja por meio de eleições ou referendo.
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Zona Econômica e Preocupações de Kiev
O plano de paz, conforme divulgado, previa a retirada das forças ucranianas de Donetsk, criando uma “zona econômica livre” e desmilitarizada. No entanto, Zelensky expressou preocupação com a falta de garantias claras sobre a governança da área e a segurança futura, questionando o risco de influência indireta russa.
Situação da Usina Nuclear
A questão da usina nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa sob controle russo, também é um ponto de atrito. Kiev considera fundamental qualquer definição sobre o futuro da instalação, tanto do ponto de vista energético quanto de segurança regional.
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A necessidade de garantias sobre o controle e a estabilidade da instalação é um fator determinante.
Reação dos EUA e Perspectivas
A Casa Branca manifestou insatisfação com o ritmo das negociações, com a porta-voz Karoline Leavitt afirmando que o objetivo é alcançar o fim da guerra, buscando ação em vez de diálogos. Kiev, por sua vez, não divulgará as alterações no plano até receber um posicionamento oficial de Washington, reiterando que não tem o direito constitucional de ceder territórios.
As negociações continuam sob mediação dos Estados Unidos, mas a complexidade dos pontos de discórdia indicam que um acordo ainda depende de concessões significativas e de garantias de segurança consideradas adequadas pelo governo ucraniano.
