A Inteligência Artificial e a Moda: Uma Nova Era
A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se como um pilar científico do século XXI, transcendendo a promessa tecnológica para se tornar uma realidade onipresente. Sua aplicação no universo da moda, embora complexa, demonstra um potencial transformador, mas também levanta questões éticas e práticas.
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A implementação da IA na indústria da moda, no entanto, não é consensual, gerando debates acalorados e apreensão entre profissionais e consumidores.
A Zara e a Polêmica da Imagem Gerada por IA
Recentemente, a tensão atingiu o ápice com a Zara, do grupo Inditex. A gigante do fast-fashion, historicamente associada a crises relacionadas a condições de trabalho e apropriação cultural, tornou-se o centro de uma nova polêmica em dezembro de 2025.
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A empresa utilizou fotos de ensaios anteriores, combinadas com ferramentas generativas, para “vestir” modelos com novas coleções, permitindo a criação de centenas de imagens a partir de um único ensaio base. Essa estratégia representa uma economia massiva para a empresa, mas também gerou críticas e preocupações.
Impactos e Desafios Éticos
A polêmica em torno da Zara destaca a “demissão invisível” que a IA pode causar, deslocando profissionais como fotógrafos, stylists e assistentes, que não recebem royalties pelas imagens geradas artificialmente. Além do impacto financeiro, a padronização excessiva da IA levanta preocupações estéticas, com críticos apontando para a criação de imagens artificiais e “sem alma”.
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A Zara não está sozinha nessa transição, com gigantes como a H&M e a Vogue já explorando o uso de “gêmeos digitais” e modelos sintéticos.
A Perspectiva da IA e o Futuro da Moda
Apesar do pessimismo radical, a IA oferece oportunidades para otimizar a produção, prever a demanda e personalizar a experiência do consumidor. A Levi’s, por exemplo, tentou justificar o investimento em modelos gerados por IA como uma forma de aumentar a diversidade, mas enfrentou críticas.
A automação da previsão de demanda, como implementada pela Aramis e Renner, reduz o desperdício e otimiza a produção. A intuição humana, o toque de criadores como Ricardo Almeida, e a capacidade de conectar com o emocional do consumidor continuam sendo diferenciais competitivos.
Conclusão: Uma Coexistência em Evolução
A IA na moda representa uma mudança de paradigma, onde a tecnologia e a criatividade humana se complementam. A regulamentação e a ética são desafios cruciais, mas a coexistência entre a intuição humana e a capacidade da IA de processar dados e otimizar processos pode abrir um futuro promissor para a indústria da moda.
A chave reside em encontrar um equilíbrio saudável, aproveitando o potencial da tecnologia sem perder de vista a importância da autenticidade, da diversidade e da conexão emocional com o consumidor.
