Ex-presidente Yoon Suk Yeol enfrenta pedido de morte na Coreia do Sul. Promotoria busca pena de morte contra Yoon em caso de rebelião. Julgamento segue em Seul.
A promotoria especial da Coreia do Sul solicitou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a pena de morte para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, que enfrenta acusações de liderar uma rebelião. A solicitação foi apresentada ao Tribunal Central Distrital de Seul durante as alegações finais do caso.
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Yoon está respondendo a oito processos criminais relacionados à tentativa de estabelecer um regime de exceção.
A acusação de rebelião é a mais grave, podendo resultar em pena de morte ou prisão perpétua, conforme a legislação sul-coreana. É importante ressaltar que o país não executa sentenças de morte desde 1997.
A promotora especial Cho Eun-suk detalhou que as investigações revelaram um plano elaborado em dezembro de 2023, envolvendo o ex-presidente Yoon e seu então ministro da Defesa, Kim Yong-hyun. A promotoria alega que o objetivo do plano era manter Yoon no cargo e neutralizar opositores políticos.
“Yoon afirma ter decretado a lei marcial de emergência para proteger a democracia liberal, mas sua lei marcial de emergência, inconstitucional e ilegal, minou o funcionamento da Assembleia Nacional e da Comissão Eleitoral, destruindo, de fato, a ordem constitucional democrática liberal”, declarou a promotoria durante o julgamento.
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Yoon negou as acusações. O ex-presidente afirmou que a ação estava dentro de suas prerrogativas como presidente e teve um caráter simbólico, com o objetivo de alertar a população sobre a obstrução de suas propostas pela oposição liberal, que detém a maioria no Parlamento.
Em 3 de dezembro de 2024, após o decreto da lei marcial – a primeira em mais de 4 décadas no país – soldados cercaram a Assembleia Nacional e tentaram impedir o acesso ao prédio. Parlamentares, incluindo membros do partido governista, conseguiram entrar no plenário e algumas horas depois.
Em abril de 2025, o Parlamento aprovou o . Analistas consultados consideram que, embora a promotoria tenha solicitado a pena máxima, a condenação mais provável é a prisão perpétua.
O gabinete do presidente atual, Lee Jae Myung, em nota divulgada, expressou confiança de que o judiciário tomará decisões com base na lei, nos princípios e nos padrões públicos.
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