Diálogo Estratégico em Tempos de Incerteza
A 4ª fev.2026, o presidente chinês conduziu duas importantes videoconferências, marcando um esforço diplomático em meio a uma ordem global cada vez mais fragmentada. A primeira foi com o presidente russo, Vladimir Putin, e a segunda com o presidente dos EUA, em um cenário de crescente turbulência internacional.
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Durante a videoconferência com Putin, Xi Jinping destacou que os encontros realizados ao longo do último ano haviam impulsionado as relações sino-russas para uma nova fase. Ambos os líderes concordaram em defender o sistema internacional centrado na ONU, buscando manter a estabilidade estratégica global.
Putin, por sua vez, reafirmou o apoio de Moscou à iniciativa da China de estabelecer uma organização global de cooperação em inteligência artificial.
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Alinhamento em Tempos de Crise
Após a videoconferência com Putin, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, descreveu o ambiente como amigável e o conteúdo como substancial. Ele enfatizou que esses contatos haviam se tornado uma tradição consolidada, com esta sendo a 6ª chamada telefônica desse tipo antes do Ano Novo Lunar.
Ambos os líderes compartilharam uma avaliação “praticamente idêntica” das questões internacionais, incluindo a iniciativa do presidente Trump de estabelecer um Conselho de Paz para Gaza.
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Compromisso com a Estabilidade
Em meio a tensões em diversas regiões, como a Ucrânia, Irã, Venezuela e Cuba, os líderes expressaram o desejo de estabelecer um mecanismo permanente para coordenar respostas a ameaças emergentes. Xi Jinping demonstrou apoio às consultas trilaterais russo-americanas-ucranianas em Abu Dhabi, buscando soluções diplomáticas para o conflito.
Negociações e Perspectivas Futuras
Apesar da complexa situação em torno do Novo START, um tratado de controle de armas nucleares entre a Rússia e os EUA, que expirou na 5ª fev.2026, Moscou permaneceu aberta a garantir a estabilidade estratégica por meio de negociações, com cautela e baseada em uma análise de segurança abrangente.
O presidente chinês convidou Putin para uma visita oficial à China no 1º semestre do ano, e Putin aceitou o convite, além de planejar participar da cúpula da Apec em Shenzhen, em novembro.
