Xi Jinping e Lula discutem tensões internacionais e apoio ao Sul Global

Xi Jinping e Lula discutem tensões internacionais, com China apoiando o Brasil e o Sul Global. China e Brasil buscam fortalecer a ONU e defender interesses do Sul Global

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(Imagem de reprodução da internet).

Reunião entre Xi Jinping e Lula Aborda Tensões Internacionais

O presidente chinês, Xi Jinping, garantiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma conversa telefônica realizada nesta sexta-feira (23), o apoio da China ao Brasil e ao Sul Global. A agência de notícias estatal Xinhua divulgou os detalhes da reunião.

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Xi Jinping enfatizou a importância de manter o papel das Nações Unidas na “atual conjuntura internacional turbulenta”, conforme relatado pela agência.

Os comentários surgiram após o presidente Lula ter feito críticas ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, expressas em um artigo de opinião publicado no The New York Times na semana anterior. A China e o Brasil, segundo Xi Jinping, devem trabalhar juntos para defender os interesses comuns do Sul Global e para fortalecer o papel das Nações Unidas.

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A situação na Venezuela, marcada pela intervenção dos Estados Unidos e pela detenção do ditador Nicolás Maduro para ser julgado nos EUA por acusações de tráfico de drogas, gerou preocupações em toda a América Latina. A operação americana levantou questões sobre o risco de intervenções externas e provocou críticas da Organização das Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, em declarações ao programa Today da BBC Radio 4, expressou preocupação com a violação dos princípios fundadores da ONU, incluindo a igualdade entre os Estados membros. Ele ressaltou a necessidade de um mundo baseado em diálogo e respeito mútuo, em vez de hostilidade e coerção.

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Lula da Silva, em seu artigo de opinião publicado em 18 de janeiro, defendeu que o futuro de qualquer nação deve ser determinado por seu próprio povo. Ele destacou que a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela representa um evento inédito na história da América do Sul, apesar de intervenções anteriores na região. O presidente enfatizou a necessidade de que as grandes potências reconheçam a inviabilidade de um mundo baseado em conflito constante.

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