Xbox: Era de Spencer chega ao fim! Aquisição da Activision Blizzard sob pressão. Saída de executivo após desafios e reestruturações no Xbox. Saiba mais!
A liderança de Phil Spencer no Xbox encerrou-se da mesma forma que suas ambições: grandiosa – e sob forte pressão dos resultados. Após 12 anos no comando da divisão de jogos, o executivo deixou o cargo pouco depois de uma das maiores aquisições da história, com um investimento de US$ 68,7 bilhões para trazer a Activision Blizzard para a Microsoft.
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Em comunicado interno, o CEO Satya Nadella afirmou que Spencer se aposentou após 38 anos na empresa e continuará como conselheiro durante a transição.
Embora a versão oficial fale em aposentadoria planejada, o contexto indicava uma crescente pressão que não foi totalmente atendida. No segundo trimestre do ano fiscal de 2026, a Microsoft registrou uma queda de 9% na receita de Gaming, com um tombo de 32% em hardware e um recuo de 5% em conteúdo e serviços do Xbox.
Após a aquisição da Activision Blizzard, o Xbox deixou de ser um laboratório para se tornar um ativo bilionário, sob o olhar atento da alta administração da empresa.
A saída simultânea de Sarah Bond, presidente e COO do Xbox, reforça o redesenho no comando. Ela permanecerá apenas durante a transição. O movimento ocorreu após uma série de demissões, reestruturações e o fechamento de estúdios, decisões que impactaram a imagem da divisão justamente quando o discurso era de expansão global.
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A incorporação da Activision Blizzard mudou o foco do negócio, com séries anuais de grande escala e a monetização recorrente ganhando mais destaque, enquanto a expectativa de alinhamento do Xbox à agenda de inteligência artificial, prioridade de Satya Nadella, aumentava.
Quando assumiu em 2014, Spencer herdou um Xbox fragilizado pelo lançamento conturbado do Xbox One. Ele reconstruiu pontes com os jogadores, expandindo a retrocompatibilidade, integrando o PC ao ecossistema e apostando em serviços. Tornou-se o rosto de uma virada que devolveu relevância à marca, com o Game Pass, serviço de assinatura que prometia acesso amplo a um catálogo por meio de pagamento mensal, sendo um ponto chave.
A estratégia do Game Pass redefiniu o posicionamento do Xbox, mas passou a ser questionada quando o crescimento do hardware desacelerou e os custos de conteúdo aumentaram. O modelo exige escala contínua – e escala custa caro. Nos últimos anos, o console perdeu tração no mercado, enquanto a estratégia multiplataforma ampliou a presença, mas diluiu a centralidade do equipamento.
A expansão foi real, mas o desafio passou a ser a rentabilidade. A nova fase, sob o comando de Asha Sharma, uma executiva com trajetória ligada à IA, promete um novo foco.
A nova CEO de Microsoft Gaming, Asha Sharma, prometeu reforçar o compromisso com grandes jogos e com a comunidade histórica do Xbox. A troca de comando consolida uma virada: após apostar em escala inédita, a Microsoft agora exige eficiência proporcional ao investimento.
O Xbox entra em uma fase em que narrativa e números precisarão caminhar juntos, sob uma liderança mais conectada à agenda tecnológica de Satya Nadella.
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