Xangai se destaca como centro de IA na China, com projeção de 300 mil profissionais até 2025. Líderes como Zhai Xingji impulsionam “funcionários digitais” na manufatura
Xangai se consolidou como um importante centro de desenvolvimento de inteligência artificial, concentrando aproximadamente 300 mil profissionais da área até o final de 2025. Esse número representa cerca de um terço do total de profissionais de IA na China, conforme dados apresentados no White Paper 2025 de Desenvolvimento “AI+Manufacturing”, elaborado pela Associação de Internet Industrial de Xangai.
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Grande parte desses profissionais possui experiência adquirida durante a expansão da internet, atuando atualmente na aplicação prática da IA em setores produtivos, principalmente na manufatura.
A ascensão da IA em Xangai é liderada por figuras como Zhai Xingji, fundador e CEO da Language Core (Shanghai) Technology. Zhai, nascido em 1996, lidera uma equipe focada no desenvolvimento de “funcionários digitais”, soluções de IA integradas em setores industriais, com ênfase na automação de processos cognitivos.
Zhai argumenta que os grandes modelos de linguagem representam uma expansão da lógica da Revolução Industrial, permitindo a produção em série de atividades intelectuais.
Zhai defende que a entrada desses “funcionários digitais” exige uma redefinição do papel dos profissionais humanos. Ele acredita que a permanência no mercado de trabalho depende da capacidade de colaboração com a IA e do controle sobre seu uso.
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Os humanos, segundo Zhai, devem se concentrar na formulação de problemas e na avaliação da qualidade das soluções geradas pelas máquinas.
A aplicação da IA na indústria exige resultados tangíveis. Ru Binxin, cofundador da Guang Dong Pangus Information Technology, afirma que os clientes industriais avaliam a tecnologia com base nos ganhos obtidos, e não na tecnologia em si. Melhorias marginais geralmente não justificam investimentos, enquanto avanços claros de eficiência despertam interesse em ambientes industriais.
Li Lijun, fundadora da Qiaochuang Tech, avalia que a inteligência artificial reduziu significativamente o tempo necessário para validar novas soluções. Ela destaca que os profissionais da área têm acesso a ferramentas que aceleram testes, ajustes e implementações em diversos setores.
Li incentiva os usuários a testarem as ferramentas de forma crítica e a reportarem falhas, o que orienta o aprimoramento contínuo das soluções.
Li Lijun ressalta que o impacto de uma ferramenta de IA depende do conhecimento setorial de quem a utiliza. Ela defende que equipes de tecnologia devem se aprofundar nos setores em que atuam e atrair profissionais com experiência prática. A capacidade de resolver problemas concretos, independentemente do cargo, é o principal critério de valor profissional.
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