Banco Will Bank: BC liquida instituição e FGC garante até R$ 250 mil por CPF. Saiba como proteger seu dinheiro e quais os próximos passos.
(Imagem: Geração/FDR)
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Desde quinta-feira (21/01), os clientes do Will Bank enfrentam incertezas. O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da instituição, bloqueando contas correntes e o funcionamento dos cartões de crédito. Apesar do pânico, é crucial entender os procedimentos legais que protegem o consumidor e os deveres que ainda permanecem.
A medida removeu a fintech do sistema financeiro. O motivo principal teria sido a ausência de repasse de valores do banco para a empresa de processamento de pagamentos. Para gerir essa crise, o BC nomeou Eduardo Félix Bianchini como liquidante. Ele será o responsável por vender os ativos do Will Bank e organizar o pagamento de credores.
Para quem possui ou investimentos (CDB, RDB, poupança), os valores estão congelados. A Garantia: O resgate será feito via Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como um seguro para falências bancárias. O Prazo: A liberação não é instantânea.
No caso recente do Banco Master (liquidado em 2025), os valores só ficaram disponíveis para solicitação cerca de dois meses depois. O Limite: O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF.
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Este é o maior risco para o bolso do cliente: Dívida Ativa. As compras já realizadas são consideradas ativos do banco. O liquidante assumirá a cobrança desses valores. Punições: O não pagamento sujeita o cliente às mesmas regras de contrato: juros, multas e o risco de ter o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa/SPC).
Especialistas recomendam cautela e organização: Mantenha Registros: Guarde comprovantes de saldo, extratos e prints de tentativas de pagamento ou saque. Aguarde Instruções: O liquidante e o Banco Central devem divulgar em breve os canais oficiais para emissão de boletos de fatura e o cronograma do FGC.
Fique atento a mensagens falsas de terceiros oferecendo “resgate imediato” de saldo.
O cenário é de instabilidade, mas os valores estão preservados pela legislação brasileira. A orientação principal é seguir pagando as obrigações para evitar prejuízos maiores no futuro.
Jamille Novaes é Bacharel em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e redatora especializada em economia popular, programas sociais e finanças pessoais, com foco em traduzir temas complexos para o dia a dia do brasileiro.
Contato editorial: [email protected]
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