WGSN alerta: Futuro do varejo foca em experiência humana e conexões reais
WGSN alerta: consumidor de 2028 valoriza experiência humana e conexão emocional. Inteligência artificial é infraestrutura básica. #varejo #tendencias #consumo
Tendências de Consumo: O Futuro do Varejo em Transformação
Nova York (EUA) – Enquanto gigantes do varejo apresentavam seus resultados e planos de expansão, a WGSN, a maior consultoria de tendências do mundo, destacou a importância de adaptar-se às mudanças no comportamento do consumidor. Cassandra Napoli, diretora da WGSN, enfatizou que o setor enfrenta um momento de transição, impulsionado por desafios como a inteligência artificial, a crise climática e a fragmentação da confiança.
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A consultoria previu que o consumidor de 2028 valorizará mais a experiência humana do que a tecnologia ou o preço. “O humano será o novo luxo”, afirmou Napoli, ressaltando que a inteligência artificial deixará de ser um diferencial para se tornar uma infraestrutura básica.
A marca que conseguir reativar os sentidos e criar conexões emocionais terá uma vantagem competitiva.
A Volta dos Cinco Sentidos
Após anos de hiperconectividade, o consumo caminha para uma valorização da experiência física. “As pessoas estão famintas por comunidade. Querem tocar os produtos, senti-los e ter seus sentidos despertados ao entrar em uma loja”, disse Napoli.
A WGSN chama esse movimento de “fome sensorial”. Estudos indicam que a maioria dos jovens consumidores considera o contato físico com produtos essencial para a decisão de compra, especialmente em categorias premium.
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Sustentabilidade e Resiliência
A sustentabilidade deixa de ser um discurso aspiracional para se tornar uma condição operacional. “Resiliência será o imperativo básico dos negócios”, afirmou Napoli. A crise climática já representa perdas de trilhões de dólares, e empresas despreparadas enfrentarão queda de rentabilidade.
O consumidor de 2028 exigirá marcas capazes de garantir a continuidade do fornecimento e da entrega, mesmo em cenários extremos.
Comunidades e Confiança
Vivemos a era da policrise, com crises econômicas, sociais e ambientais simultâneas. “As pessoas estarão no limite da capacidade de lidar com crises”, afirmou Napoli. Marcas precisarão simplificar escolhas, criar pertencimento e oferecer suporte real.
Comunidades, espaços físicos de convivência e experiências coletivas passam a ser ativos estratégicos. A confiança substituirá a promessa como moeda de credibilidade. O consumidor de 2028 exigirá transparência real, evidências verificáveis e consistência operacional.
O Fim do Consumidor Padrão
A lógica tradicional de segmentação entra em colapso. “Não existirá um consumidor padrão em 2028. A demografia não define mais segmentação”, afirmou Napoli. Em vez de idade ou renda, o consumo será guiado por estilo de vida, estágio de vida e interesses específicos.
Microcomunidades digitais e paixões de nicho tornam-se o novo normal. Os varejistas precisarão falar com profundidade e devoção não apenas com dados demográficos.
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