Webinar analisa futuro do chavismo e papel dos EUA na Venezuela em 2026
Webinar analisa desdobramentos políticos na Venezuela após captura do PSUV. Sergio Fausto, Ricardo Zúñiga e Margarita López Maya debatem futuro do chavismo e papel dos EUA
Um webinar, realizado na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, reuniu especialistas para discutir os desdobramentos políticos na Venezuela, após a captura do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de orientação de esquerda. O evento, transmitido pelo canal do YouTube do Poder360, abordou o futuro do chavismo e o papel dos Estados Unidos na crise.
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Participaram Sergio Fausto, cientista político e diretor-geral da Fundação FHC, Ricardo Zúñiga, sócio-fundador da Dinámica Américas, que trabalhou no Departamento de Estado dos EUA por três décadas, e Margarita López Maya, cientista social e professora aposentada do Centro de Estudos do Desenvolvimento da Universidad Central de Venezuela.
Estratégias e Perspectivas
Durante o debate, Ricardo Zúñiga destacou que a estratégia de longo prazo para a Venezuela ainda não está clara. Ele observou que o governo, inicialmente, foca na exploração do petróleo, descrevendo-o como um “olhar do século 19”. Zúñiga mencionou que existem diversas estratégias em discussão, incluindo a proposta de dominar a indústria do petróleo por parte do então presidente Donald Trump, e a possível influência de outros membros do gabinete.
Ele ressaltou que diferentes equipes estão atuando, buscando defender seus interesses.
Zúñiga afirmou que as lideranças venezuelanas estariam dispostas a ceder Nicolás Maduro inicialmente em troca de sua sobrevivência política. Ele enfatizou que o principal objetivo das pessoas na Venezuela é sobreviver, considerando a situação como uma saída melhor do que o que ocorreu após as eleições de 2024.
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Segundo ele, a Venezuela representa uma oportunidade para o chavismo se manter como movimento e força política, garantindo sua sobrevivência física.
Perspectiva dos EUA e o Contexto de Segurança
Margarita López Maya argumentou que a Venezuela representava um “foco de perigo para os Estados Unidos muito maior do que um foco de negócio com o petróleo”. Segundo a especialista, o país latino era considerado um local de “desobediência e de inimigos” pela perspectiva dos norte-americanos.
Ela relacionou a ação militar a um contexto de segurança.
Em dezembro, a Casa Branca divulgou um documento de segurança nacional norte-americana (PDF, em inglês – 500 kB), reafirmando a doutrina e estabelecendo o “Corolário Trump”.
Margarita López Maya também comentou sobre a continuidade do autoritarismo no país, afirmando que o presidente Donald Trump não tem uma visão tão democrática de colocar outro grupo no poder. Para o então secretário de Estado Marco Rubio, essa é uma questão de projeto de vida: levar a democracia para Cuba, começando pela Venezuela.
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