Prefeito de Maricá, Washington Quaquá, defende ação policial em Penha e Alemão, que ceifou 121 vidas no Rio de Janeiro. Críticas de Haddad e Evaristo são ignoradas
O vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, publicou um vídeo em 30 de outubro de 2025, manifestando seu apoio à ação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, incluindo 117 civis e 4 policiais.
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O vídeo expressa uma posição divergente de outros membros do partido, como Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos.
Quaquá declarou que “ninguém enfrenta fuzil com beijinhos”, argumentando que a ação foi necessária. Essa declaração contrasta com as críticas de Haddad e Evaristo à operação. O político enfatizou a necessidade de combater o crime com ações diretas.
O prefeito de Maricá afirmou que, embora se sinta “consternado” com a morte de policiais e civis, a “grande maioria” dos mortos eram “soldados do narcotráfico”. Ele ressaltou que as mortes dos 4 policiais, considerados “heróis do Estado brasileiro”, são as primeiras que se devem lamentar.
Quaquá expressou a necessidade de unir o Estado, o Governo Federal, Municípios, o STF e o Legislativo no combate ao crime. Ele argumentou que, sem essa união, o país continuará “enxugando gelo”. O político defendeu a retomada do território e a libertação das pessoas dos fuzis, mas também destacou a importância da “paz e porrada” para combater o crime, especialmente com foco na cultura, educação e nas condições de vida da população pobre.
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O petista reconheceu que houve “vários problemas” na operação. Ele criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por tentar agir “sozinho”, colocando culpa no governo federal. Quaquá defendeu que a ação deveria ter contado com o esforço conjunto do governo do Estado, da prefeitura e do governo federal.
Desde a operação deflagrada na terça-feira, organizações de direitos humanos questionam se todas as pessoas mortas eram integrantes de facções criminosas. Uma delas, a Human Rights Watch, classificou a megaoperação policial como um evento complexo.
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