Washington: Líbano e Israel buscam paz em reunião tensa após ataques recentes?

Reunião em Washington: Líbano e Israel Buscam Acordo de Paz
Representantes do Líbano e de Israel se encontrarão novamente em Washington na quinta-feira, dia 23. O Líbano aguarda uma extensão do cessar-fogo estabelecido entre o Hezbollah e Israel. Essa trégua de dez dias, intermediada pelos Estados Unidos, está programada para terminar no domingo, dia 26.
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Tensão e Acusações Recorrem ao Conflito
A fragilidade do acordo é evidente, visto que o Hezbollah realizou ataques contra o norte de Israel, em resposta a supostas violações israelenses. Por sua vez, Israel acusou o grupo libanês de cometer violações. As hostilidades voltaram a aumentar em 2 de março, quando o Hezbollah atacou em apoio a Teerã no conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel.
Contexto das Negociações
A mediação de Washington sobre o Líbano ocorreu em paralelo a uma iniciativa do Paquistão, que pedia a inclusão do Líbano em um cessar-fogo mais amplo. Washington, contudo, negou qualquer ligação entre os acordos negociados.
As autoridades libanesas relataram que mais de 2.400 pessoas foram afetadas após o ataque do Hezbollah em 2 de março. Israel ocupou uma faixa de território na fronteira, mantendo tropas sob a alegação de criar uma zona de segurança para proteger o norte israelense dos disparos de foguetes do Hezbollah.
Pautas Centrais na Reunião Diplomática
Um funcionário libanês informou que a reunião de quinta-feira (23) focará em dois pontos principais: a prorrogação do cessar-fogo e a definição de uma data para encontros que ultrapassem o nível de embaixadores. Nesses encontros, o Líbano pressionará por vários pontos cruciais.
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Entre as exigências libanesas estão a retirada das tropas israelenses, o retorno dos cidadãos libaneses detidos em Israel e a delimitação clara da fronteira terrestre. Segundo o funcionário, a prorrogação do cessar-fogo é vista como um passo fundamental para que as negociações avancem para uma fase mais ampla.
Divergências Políticas no Líbano
O Hezbollah alega que o cessar-fogo foi resultado de pressão iraniana, o que reflete divergências maiores com o governo libanês, que há um ano busca o desarmamento pacífico do grupo. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em um discurso, classificou o Líbano como um “Estado falido”, ao mesmo tempo que apelou ao governo libanês para cooperação contra o que chamou de “estado terrorista” construído pelo Hezbollah.
O exército israelense relatou ter abatido dois militantes que cruzaram sua “Linha de Defesa Avançada” no sul do Líbano na terça-feira (21), aproximando-se de soldados israelenses.
Posicionamentos de Lideranças Libanesas
O Líbano será representado por sua embaixadora em Washington, Nada Moawad, e Israel por seu embaixador, Yechiel Leiter. O presidente libanês, Joseph Aoun, enfatizou como objetivos o fim dos ataques israelenses e a garantia da retirada das tropas de Israel.
Em um discurso na sexta-feira (17), Aoun afirmou que o cessar-fogo deve evoluir para “acordos permanentes que preservem os direitos do nosso povo, a unidade da nossa terra e a soberania da nossa nação”. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado o cessar-fogo em 16 de abril, instruindo figuras como JD Vance e Dan Caine a trabalharem por uma paz duradoura.
O cenário histórico mostra que Líbano e Israel estão em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948. O presidente do Parlamento, Nabih Berri, é contrário a negociações diretas com Israel, sugerindo que Beirute deveria negociar de forma indireta.
Já Walid Jumblatt, político druso, afirmou que o máximo que o Líbano pode oferecer seria uma atualização do acordo de armistício de 1949, exigindo uma agenda clara que inclua a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.
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