Mercado em Baixa: Preocupações com Tecnologia e Incertidões Tarifárias
Os principais índices da bolsa de Wall Street registraram uma sessão de perdas nesta sexta-feira (27), impulsionadas por temores no setor de tecnologia e por dados de preços ao produtor nos Estados Unidos que superaram as expectativas de crescimento em janeiro.
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A inflação subiu 0,5% no mês passado, após um avanço de 0,4% em dezembro, que foi revisado para baixo. Essa situação gerou pressão sobre as ações de empresas de tecnologia, especialmente devido às preocupações com as altas valuations e aos investimentos massivos das grandes empresas em inteligência artificial.
Desempenho dos Índices
Por volta das 13h40, horário de Brasília, o Dow Jones cedia 1,02%, situando-se em 48.994 pontos. O S&P 500 apresentava uma queda de 0,55%, com 6.870 pontos, e o Nasdaq registrava uma desvalorização de 0,84%, atingindo 22.687 pontos. Todas as sete empresas que compõem o índice das “Magníficas” estavam em declínio, com exceção da Amazon e Alphabet.
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Ações em Destaque
A CoreWeave, parceira da fabricante de chips, sofreu uma queda significativa de mais de 19% após anunciar prejuízos. Em contraste, a Dell viu suas ações dispararem em mais de 20% após a empresa anunciar que espera dobrar a receita de seu principal negócio de servidores otimizados para inteligência artificial até 2027.
A Netflix apresentou um aumento de 10%, enquanto a Warner Bros. Discovery (WBD) registrou uma queda de mais de 2%.
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Outras Notícias
Além das movimentações no mercado de tecnologia, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, abordou as preocupações dos americanos em relação ao impacto da inteligência artificial em diversos setores. Adicionalmente, a tensão entre Estados Unidos e Irã persistia, com avaliações sobre a possibilidade de medidas militares.
A decisão da Suprema Corte dos EUA, que considerou ilegais as tarifas impostas por Donald Trump a vários países, também influenciou o mercado, com a retomada das tarifas de 10%.
Essa medida, baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, permite ao presidente impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais, com a possibilidade de prorrogação com aprovação do Congresso.
