Wall Street Alerta: “Nacho” Revela Crise no Ormuz e Impacto Global

Crise no Estreito de Ormuz: Wall Street Antecipa o “Not A Chance Hormuz Opens“
Em maio de 2025, o mercado financeiro americano apresentou uma nova estratégia para lidar com as ações do presidente Donald Trump, batizada de “TACO”. A sigla, criada pelo colunista do Financial Times Robert Armstrong, refletia a tendência de Trump recuar após ameaçar com tarifas e provocar quedas nos mercados.
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Essa estratégia se tornou um ponto de atenção para investidores ao redor do mundo, que passaram a lucrar com a queda das ações após os anúncios de Trump.
Novo Sinal de Alerta: A Expressão “Nacho”
Agora, quase um ano depois, Wall Street introduziu um novo indicador, a sigla “Nacho”, divulgada pelo colunista da Bloomberg Javier Blas no X (antigo Twitter). Essa expressão significa “Not A Chance Hormuz Opens” – ou seja, “Não há chance de Ormuz abrir”.
Essa nova análise reflete uma crise geopolítica que se estende por dois meses, envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz e a reestruturação das projeções de inflação, crescimento e recessão no mundo.
O Fechamento do Estreito de Ormuz e a Crise Geopolítica
Em 29 de abril, o Irã decidiu novamente fechar o Estreito de Ormuz, acusando os Estados Unidos de violações de confiança. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que Teerã não aceitaria “negociações forçadas” enquanto o bloqueio naval americano nos portos iranianos persistisse.
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Essa decisão interrompeu uma breve janela de esperança, pois o tráfego comercial havia sido retomado durante uma trégua, levando a uma queda imediata nos preços do petróleo. No entanto, o alívio durou menos de duas semanas.
As Raízes do Conflito: Operações Militares e Minas
O impasse tem suas origens em fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram operações militares contra o Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana proibiu a passagem pelo Estreito, atacou navios mercantes e instalou minas na rota.
O canal, que antes movimentava cerca de um quinto do petróleo e gás natural negociados globalmente, parou. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) classificou o evento como a maior perturbação de fornecimento na história do mercado de petróleo.
Negociações Bloqueadas e Previsões de Wall Street
Enquanto a negociação permanece estagnada, Wall Street está recalcular o preço da crise. O Goldman Sachs (GS) elevou suas projeções para o petróleo em 27 de abril, estimando que o Brent tenha uma média de US$ 90 por barril no quarto trimestre de 2026, quase US$ 30 acima do nível anterior à crise de Ormuz.
O Citi projeta que, se os fluxos de petróleo continuarem interrompidos até junho, o Brent pode alcançar US$ 150 por barril e ter uma média de US$ 100 no quarto trimestre.
A Perspectiva de Paul Krugman e a Falta de Confiança
O economista Paul Krugman, um dos analistas americanos mais influentes, argumenta que três fatores travam a negociação: o ego de Donald Trump, sua leitura da situação e a desconfiança do Irã em relação a acordos com Washington. Krugman critica a forma como Trump descreve a guerra, afirmando que ele se ilude acreditando que pode obter concessões do Irã.
Ele também destaca a falta de confiança, citando precedentes como tarifas unilaterais, sabotagem da Otan e o cancelamento do acordo nuclear com o Irã negociado por Barack Obama.
O Cenário do “Não-Acordo”
Krugman acredita que o impasse terminará com um “não-acordo”: a América encerrará seu bloqueio e o Irã abrirá o Estreito, sem vencedores ou concessões formais. Essa alternativa já estava na mesa há semanas, mas Trump recusou. O economista questiona como essa situação vai terminar, perguntando: “A menos que Trump esteja disposto a cometer crimes de guerra massivos — e que o exército americano concorde — vai terminar com o não-acordo que já estava na mesa há semanas: a América encerra seu bloqueio enquanto o Irã abre o Estreito.”
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