Voyager 1: Desligamento Estratégico e Última Esperança da Missão Espacial!

Voyager 1: Desligamento Estratégico em Missão Interestelar! 🚀 A NASA toma atitude para salvar a espaçonave mais distante da Terra. Saiba mais!

27/04/2026 16:11

3 min

Voyager 1: Desligamento Estratégico e Última Esperança da Missão Espacial!
(Imagem de reprodução da internet).

Voyager 1: Uma Última Tentativa para Prolongar a Missão Espacial

A espaçonave Voyager 1, atualmente a mais distante embarcação humana do nosso planeta, está passando por uma decisão crucial para garantir sua longevidade. A agência espacial NASA implementou um desligamento estratégico de um de seus instrumentos científicos, o Partículas Carregadas de Baixa Energia (LECP), em 17 de abril.

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Essa medida, embora necessária, visa economizar energia vital à medida que a Voyager 1 se distancia cada vez mais da Terra, um desafio constante para missões de longa duração no espaço interestelar.

O instrumento LECP, responsável por mapear a estrutura do espaço entre as estrelas, foi desativado seguindo um procedimento semelhante ao que levou ao desligamento do mesmo instrumento na Voyager 2 em março de 2025. Lançadas em 1977 com um conjunto de 10 instrumentos científicos, as sondas Voyager 1 e 2 foram projetadas para estudar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além de explorar o espaço interestelar.

A Voyager 1, em particular, se tornou a primeira espaçonave a entrar no espaço interestelar em 2018.

A decisão de desligar o LECP foi motivada pela diminuição dos níveis de energia da espaçonave. Durante uma rotina de calibração do magnetômetro, a Voyager 1 experimentou uma queda inesperada de energia, acionando um sistema de segurança autônomo chamado sistema de proteção contra falhas de subtensão.

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Este sistema, projetado para evitar danos maiores, desligou temporariamente os componentes da espaçonave, mas a recuperação exigiria um esforço considerável por parte dos engenheiros em solo.

“Eu penso na proteção contra falhas como uma rede de segurança para um trapezista — ela está lá, mas na verdade o trapezista nunca deve soltar o trapézio”, explicou Stamatios Krimigis, investigador principal do instrumento no Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins. “A proteção contra falhas coloca a espaçonave em um estado seguro, mas precisamos nos recuperar dela e ‘voltar para o trapézio’”.

A equipe da missão, liderada por Krimigis, havia compilado uma lista de instrumentos que poderiam ser desligados em caso de emergência, garantindo que a Voyager 1 ainda pudesse realizar uma missão científica viável. O LECP estava no topo dessa lista, devido à sua importância na coleta de dados sobre regiões de densidade variável além da heliosfera.

O instrumento LECP, que operou por quase 49 anos, mediu partículas carregadas como íons, elétrons e raios cósmicos provenientes do nosso sistema solar e da Via Láctea. As medições forneceram dados sem precedentes sobre essas regiões distantes do espaço, e o motor de passo que alimentava o instrumento, que consome apenas 0,5 watts, continuará ligado, permitindo que o instrumento seja reativado no futuro, caso haja energia suficiente.

“O motor de passo funcionou perfeitamente por quase 49 anos e mais de 8,5 milhões de passos”, escreveu Krimigis. “E, surpreendentemente, ele continuou a funcionar mesmo depois de desligarmos o aquecedor suplementar do LECP para economizar energia, e sua temperatura ter caído para -62 graus Celsius.

Isso é o que torna um sonho possível!”

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