Presidente do Banco Master, Vorcaro, é convocado para depor na CPMI do INSS em fevereiro de 2026. Investiga-se esquema de fraudes financeiras com R$ 1,2 bi
O presidente do Banco Master foi convocado para prestar depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. O convite foi feito pelo presidente da comissão, senador (Podemos-MG), em um momento de retomada dos trabalhos da CPMI, que investiga descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
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Além de Vorcaro, o senador também convidou Luiz Félix Cardamone Neto para depor. O colegiado busca reverter uma decisão provisória que poderia dispensar Maurício Camisoti de comparecer à CPMI. O objetivo é garantir que todos os envolvidos compareçam para esclarecer os fatos.
O presidente da comissão anunciou a coleta de assinaturas para ampliar o período de investigação. O encerramento está previsto para 28 de março, mas a necessidade de aprofundar a apuração antes do prazo final é considerada crucial.
“Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas”, afirmou o senador, defendendo que o pedido de prorrogação seja analisado “em respeito ao interesse público e ao dever constitucional do Congresso Nacional de fiscalizar e dar respostas ao povo brasileiro”.
A CPMI do INSS realizou 29 reuniões até 4 de dezembro e deve retomar os trabalhos em 5 de fevereiro. Em 2025, a comissão ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “o Careca do INSS”, apontado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), como “autor do maior roubo a aposentados e pensionistas da história do Brasil”.
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De acordo com dados apurados pela CPMI, Antunes teria movimentado R$ 24,5 milhões em cinco meses. Durante os depoimentos, vários depoentes permaneceram em silêncio amparados por habeas corpus, e senadores relataram casos de depoimentos considerados falsos.
A CPMI analisou 4.800 documentos, aprovou 73 requerimentos de informação e 48 quebras de sigilo, identificou 108 empresas suspeitas e apontou mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras incompatíveis.
A Polícia Federal (PF) apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrado pelos sócios do Master e fundos de investimento. O caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por haver indícios de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro.
O caso envolve a venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs, que serviam para financiar fundos de investimento, cujo banco era o único cotista. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.
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