Ursula Von der Leyen defende mudança permanente na ordem econômica. A líder europeia critica a “velha ordem” e busca nova independência para a Europa.
Em Davos, na Suíça, em 20 de janeiro de 2026, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou que a “velha ordem econômica” acabou. A declaração ressaltou a necessidade de uma postura pragmática diante dos desafios atuais, enfatizando que “não vai trazer de volta a velha ordem”.
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A líder europeia destacou a importância do diálogo em um mundo cada vez mais fragmentado e contencioso, citando 1971, ano da fundação do Fórum e do “choque Nixon”, a desvalorização do dólar americano em relação ao ouro.
Von der Leyen explicou que a ruptura naquele momento deixou lições valiosas para o presente. “De uma hora para a outra, os alicerces do acordo de Bretton Woods e toda a ordem econômica estabelecida depois da guerra colapsaram efetivamente”, declarou.
A presidente europeia enfatizou que esse cenário expôs as dependências estruturais da Europa, especialmente em relação a uma moeda estrangeira, e que a busca por independência não é uma reação pontual a crises recentes, mas um imperativo estrutural.
A líder europeia listou áreas de avanço, como energia, defesa, matérias-primas e tecnologia digital, e ressaltou a necessidade de decisões duradouras. “A nostalgia não trará de volta a velha ordem, e ganhar tempo e ter esperança de que as coisas revertam logo não corrigirá as dependências estruturais que temos”, disse. A Europa deve aproveitar a oportunidade para construir uma nova Europa independente.
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Um dos caminhos para essa independência é o recente acordo assinado no Paraguai após 26 anos de negociações. Em referência ao presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), a líder europeia afirmou que o acordo simboliza uma escolha política clara: “Comércio justo em vez de tarifas, parceria em vez de isolamento e sustentabilidade em vez de exploração”.
A questão da Groenlândia também foi abordada, com a Europa e os EUA buscando garantir a segurança no Ártico e a “plena solidariedade com a Groenlândia e o Reino da Dinamarca”.
A presidente Von der Leyen defendeu a “soberania e a integridade” do território da Groenlândia, em resposta às investidas de Trump, que buscava controlar o território. A líder europeia considerou o povo dos Estados Unidos “amigo” e rejeitou a ideia de que a disputa beneficia os adversários comuns. A Europa planeja um pacote para garantir a segurança no Ártico.
O primeiro-ministro da Groenlândia, , declarou que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.
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