Violência política no Brasil: Estudo aponta 1.228 mortes em 20 anos! Pesquisa da USP e Cebrap revela alarmante número de casos entre 2003 e 2023. Saiba mais!
Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) revelou que, entre 2003 e 2023, 1.228 pessoas no Brasil foram vítimas de violência política letal. Os dados abrangem casos de assassinato, tentativas de assassinato e ameaças graves de morte.
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A pesquisa aponta para uma média de 61,4 mortes por ano, ou 5,1 por mês, evidenciando a persistência desse problema no cenário político brasileiro.
O levantamento detalhou que 760 das vítimas perderam a vida, 358 sofreram tentativas de assassinato e 110 foram alvo de ameaças graves de morte. A análise considerou políticos em todos os estágios de suas carreiras, incluindo titulares, candidatos e aqueles que deixaram o cargo ou a candidatura em até cinco anos antes do crime, além de ativistas envolvidos em questões políticas.
Os resultados indicam que os períodos de maior incidência de violência política foram durante os governos Temer e Bolsonaro, com médias de 43,5 e 38,7 mortes por ano, respectivamente. Em contrapartida, os governos Lula 1 e Lula 2 apresentaram os menores números, com médias de 21,5 e 15,8 mortes por ano, respectivamente.
Metade dos ataques registrados ao longo dos 20 anos analisados ocorreu em locais públicos visíveis, como ruas e estradas. Entre os estados, Alagoas se destacou com 20,1 casos por 1 milhão de eleitores, seguido pelo Acre (16,2) e o Rio de Janeiro (11,4).
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O Distrito Federal apresentou o menor número de casos, com apenas 0,9.
O estudo observou uma correlação entre a orientação ideológica dos governos e a incidência de violência política. A análise sugere que os governos de direita, como os de Temer e Bolsonaro, priorizaram a segurança pública e a redução da criminalidade em detrimento da proteção de direitos humanos e do devido processo legal.
Por outro lado, os governos de esquerda, como os de Lula e Rousseff, enfatizaram a importância da defesa dos direitos humanos e da proteção de grupos vulneráveis.
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