Vice-presidente Rodríguez e setor petroleiro: negociações com Chevron e influência dos EUA. Vice-presidente interina negocia com a Chevron, estabelecendo pagamentos em barris de petróleo. Complexa relação com EUA, sob influência de Marco Rubio
A vice-presidente interina da Venezuela, Rodríguez, possui uma forte ligação com o setor petroleiro e um histórico de negociações com empresas estrangeiras, incluindo a norte-americana Chevron. Sua atuação durante o governo de Maduro, que incluiu a gestão da pandemia e a abertura do setor a empresas estrangeiras, a coloca como uma figura central no cenário político do país.
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Em 2024, acumulou a vice-presidência com o comando do Ministério dos Hidrocarbonetos.
Em 2025, Rodríguez negociou com a gigante do setor petroleiro, estabelecendo o pagamento da empresa norte-americana ao governo venezuelano em barris de petróleo. Essa tratativa foi vista como um sinal de abertura, apesar de representar condições desfavoráveis ao regime.
A relação com a Chevron, que responde por aproximadamente um terço da produção local, é um ponto crucial na economia venezuelana.
A situação de Rodríguez é complexa, envolvendo a influência dos Estados Unidos. A manutenção de sua posição representa a permanência da estrutura do regime Maduro, sob tutela direta norte-americana. Segundo Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, os EUA exercem “enorme controle e influência” sobre sua gestão.
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A decisão de nomeá-la como vice-presidente foi precedida por contatos entre representantes da Casa Branca e a vice-presidente no Qatar, onde discutiram sua possível liderança em um governo de transição.
O governo Trump propôs um plano de estabilização, recuperação e transição para a Venezuela. No entanto, o cronograma para a implementação desse plano é incerto. A trajetória política de Rodríguez, com raízes em uma família com forte militância política de esquerda, e sua acumulação de funções econômicas de destaque, a consolidam como uma figura central no núcleo do poder chavista.
A relação com os Estados Unidos, marcada por tensões e negociações, representa um desafio para a estabilidade do país.
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