Venezuelanos deportados sofrem abusos em prisão de El Salvador. Relatório aponta violência física e psicológica em CECOT. Detentos relatam espancamentos e agressões
Um relatório conjunto da Human Rights Watch e do grupo Cristosal expõe relatos alarmantes de violência e abusos sofridos por dezenas de venezuelanos deportados dos Estados Unidos para uma prisão em El Salvador. O documento, divulgado em 12 de março de 2025, detalha entrevistas com 40 dos 252 indivíduos detidos no Centro de Confinamento contra o Terrorismo (CECOT).
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Os relatos indicam que os detentos foram submetidos a violência física, incluindo espancamentos, uso de cassetetes e agressões com chutes, além de sofrimentos psicológicos severos.
Os detentos descrevem ter sido levados ao confinamento solitário como punição por protestos, e em alguns casos, foram submetidos a violência sexual. Três indivíduos relataram ter sido vítimas de agressões sexuais, enquanto outros afirmaram ter sido humilhados pelos guardas.
Os relatos incluem ameaças de morte e a sensação de abandono familiar, gerando pensamentos suicidas em pelo menos um dos detentos.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), sob a administração de Donald Trump, defendeu a decisão de enviar os migrantes ao CECOT, argumentando que eles não representavam mais uma ameaça ao povo americano. A secretária assistente Tricia McLaughlin informou que cerca de 300 indivíduos, incluindo membros das gangues Tren de Aragua e MS-13, foram deportados para o centro.
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O governo salvadorenho, por sua vez, afirma respeitar os direitos humanos de seus detentos e garantir que o sistema prisional cumpre padrões de segurança.
O governo Trump acusou os detentos de ligações com organizações criminosas, sem apresentar provas concretas. No entanto, a Human Rights Watch e o Cristosal afirmam que aproximadamente metade dos indivíduos não possuía antecedentes criminais, e apenas uma pequena porcentagem havia sido condenada nos Estados Unidos.
Apesar disso, o DHS insiste que os detentos eram membros de gangues violentas, alegando que “estupram, mutilam e assassinam por diversão”.
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