Venezuela declara estado de exceção em Caracas após operação militar liderada pelos EUA. Tanques e controle de mobilidade em Caracas. Detenção de 14 jornalistas, incluindo Stefano Pozzebon (CNN). Operação dos EUA levanta questionamentos sobre legitimidade
Em Caracas, a Venezuela declarou estado de exceção no sábado, 3 de janeiro de 2026, com a implementação de pontos de controle em diversas áreas da capital. O decreto, denominado “estado de conmoción exterior”, concede poderes extraordinários ao Executivo por 90 dias, com possibilidade de prorrogação.
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A medida visa proteger os direitos da população e o funcionamento das instituições republicanas, conforme declarado pelo governo interino.
Relatos indicam a presença de tanques da Guarda Nacional Bolivariana e controle rigoroso da mobilidade urbana. Forças de segurança abordaram pedestres e motoristas, exigindo revistas de celulares. A situação gerou preocupação entre os residentes locais.
O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) informou sobre a detenção de 14 profissionais de mídia, incluindo 11 correspondentes e colaboradores de veículos internacionais. Os jornalistas foram submetidos a interrogatórios e inspecção de telefones celulares.
Um profissional foi deportado para a Colômbia, enquanto os demais foram liberados.
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O caso do jornalista italiano Stefano Pozzebon, correspondente da CNN, também foi notório, com sua detenção no aeroporto de Caracas e posterior expulsão, apesar de possuir permissão de residência na Venezuela.
O SNTP também comunicou que 23 jornalistas permanecem presos no país.
O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama em seu perfil na rede Truth Social. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, detalhou a ordem de captura de Maduro na noite da 6ª feira (2.jan.2026).
A operação, realizada na madrugada de sábado (3.jan), envolveu ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro.
Questionamentos surgiram sobre a legitimidade da operação militar em outro país sem aprovação da (Organização das Nações Unidas). O presidente (Partido Republicano) defendeu a ação como desnecessária. Há também dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA, considerando a necessidade de aprovação prévia do Congresso.
O secretário de Estado, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
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