Estados Unidos invadem Venezuela, capturam Nicolás Maduro e Cilia Flores. Operação causa crise na América do Sul e impacta o setor de petróleo.
Os Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela, durante a madrugada do último sábado, 3. A ação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação que incluiu bombardeios em Caracas e em regiões estratégicas do país, como Miranda, La Guaira e Aragua.
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O presidente americano confirmou a operação, levando Maduro a uma prisão nos Estados Unidos, sob acusações de narcoterrorismo. A situação desencadeou uma crise sem precedentes na América do Sul, com impactos significativos na soberania venezuelana, no equilíbrio da região, no mercado global de petróleo e na arquitetura da segurança internacional.
De acordo com informações divulgadas, os EUA conduziram um ataque em larga escala contra a Venezuela, com bombardeios em Caracas e em estados estratégicos. A ofensiva resultou na derrubada de sistemas de energia e em alvos militares antes da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Maduro está atualmente preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde enfrenta acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de cocaína, com o objetivo de responder a processos em tribunais de Nova York.
Após a operação, o presidente Donald Trump apresentou o que chamou de “Doutrina Donroe”, em referência direta à responsabilidade de Washington sobre o hemisfério ocidental. Trump afirmou que a ofensiva representa uma nova estratégia de intervenção regional e que novas ações militares não estão descartadas.
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O presidente também fez advertências diretas a Colômbia e México, sugerindo que ambos enfrentam problemas ligados ao narcotráfico e poderiam ser alvo de iniciativas semelhantes.
Com Maduro preso, o Supremo Tribunal venezuelano determinou que a vice-presidente assumisse como presidente interina. As Forças Armadas reconheceram a decisão e declararam apoio ao decreto de “agitação externa”, que amplia os poderes do Estado em situação de conflito.
A presidente interina se manifestou, defendendo relações respeitosas com Washington dentro do direito internacional. Trump, por outro lado, afirmou que o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, teriam papel direto na administração do país.
A crise ocorre em um contexto de grande importância para o setor de petróleo. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris. Trump exigiu “acesso total” aos recursos naturais do país e anunciou que grandes petrolíferas americanas investirão bilhões de dólares para reconstruir a indústria venezuelana.
Diante da incerteza sobre oferta e estabilidade, os mercados financeiros apresentaram volatilidade. Analistas avaliam que a produção pode sofrer interrupções iniciais, mas que, no longo prazo, investimentos estrangeiros podem elevar a produção e pressionar os preços internacionais, embora esse processo seja lento e custoso.
Atualmente, a produção venezuelana está em torno de 800 mil barris por dia.
A ofensiva americana gerou forte reação diplomática. Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram uma nota de condenação. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência, com apoio de Rússia e China. O presidente do Brasil classificou a ação como uma afronta gravíssima à soberania venezuelana e uma violação do direito internacional, alertando para o risco de desestabilização regional.
Especialistas apontam que o episódio representa um ponto de inflexão na segurança sul-americana, ao envolver um grande país do continente e ocorrer sem aval de organismos multilaterais. Para o Brasil, a crise deixa de ser apenas diplomática ou humanitária e passa a ter um componente militar mais sensível, em um contexto de fragilidade dos mecanismos regionais de coordenação e segurança.
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