A Venezuela anunciou o início de um processo exploratório diplomático com os Estados Unidos, visando restabelecer as relações diplomáticas, interrompidas em 2019. O anúncio foi feito pelo chanceler Yván Gil na sexta-feira, 9 de janeiro de 206.
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A agenda da retomada das relações diplomáticas incluirá a discussão sobre a suposta “agressão e o sequestro” de Nicolás Maduro e Cilia Flores, além de explorar oportunidades de trabalho de interesse mútuo. O governo venezuelano reiterou a denúncia de uma agressão criminosa, ilegítima e ilegal contra o seu território e povo.
O comunicado enfatizou que a ação resultou em mais de uma centena de mortes de civis e militares, que foram mortos em flagrante violação do direito internacional durante a defesa da pátria.
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O diálogo busca abordar a ação militar, em consonância com o marco do direito internacional, e com o estrito apego aos princípios da soberania nacional e da diplomacia de paz da Venezuela.
Reação Internacional
A captura de Maduro foi considerada grave por autoridades brasileiras, durante uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). O embaixador do Brasil junto à entidade, Benoni Belli, afirmou que a situação evoca tempos ultrapassados, mas que voltam a assolar a América Latina e o Caribe.
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Diante do cenário, o presidente (PT) e outros líderes da América Latina se reuniram para discutir o tema.
Diálogo Bilateral
Na quinta-feira, 8 de janeiro, Lula realizou uma ligação com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, para tratar do assunto.
Brasil e Colômbia compartilham as maiores fronteiras terrestres com a Venezuela, com mais de 2.000 km de extensão cada.
Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. Destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional.
Resolução nos EUA
Na mesma quinta-feira, 8 de janeiro, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), já havia afirmado que os EUA se apropriaram de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, que seriam destinados ao refino e à venda.
