Venezuela desafia EUA: presidente interina declara “resistência” e “luta” contra governo de Maduro. Tensão entre países após operação e acusações de “sequestro”
A presidente interina da Venezuela, representando o partido Movimento Social da Venezuela (MSV, de orientação esquerda), manifestou na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a determinação do país em não se submeter à influência dos Estados Unidos.
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A declaração veio após tensões crescentes entre os governos. A líder enfatizou que o país possui “dignidade histórica” e “compromisso e lealdade” com o presidente Nicolás Maduro, que, segundo a alegação, foi “sequestrado”. A declaração ocorreu em meio a um contexto de crescente confronto político.
Rodríguez participou de um evento em homenagem às vítimas da operação norte-americana realizada no sábado anterior, 3 de janeiro. Segundo o ministro do Interior venezuelano, informações indicam que o número de mortos, incluindo civis, foi significativo.
A presidente interina afirmou que houve “combate” contra os Estados Unidos durante a tentativa de captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A cerimônia contou com a presença do chanceler cubano, que expressou preocupação com as perdas de vidas e a atuação de serviços de inteligência norte-americanos na Venezuela.
Na terça-feira, 6 de janeiro, a presidente interina declarou que a situação no país exige “resistência” e “luta”. A declaração reflete a percepção de um confronto direto com o governo dos Estados Unidos. A líder enfatizou a necessidade de manter a soberania nacional diante das pressões externas.
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A disputa política se intensificou com a declaração do presidente norte-americano, (Partido Republicano), que acusava o governo interino venezuelano de colaborar com as exigências dos EUA. O então Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a presidente interina conversava frequentemente com a líder venezuelana.
Rubio também destacou a supervisão norte-americana sobre a extração de petróleo venezuelano, um setor crucial para a economia do país.
Os Estados Unidos divulgaram um plano de transição para o governo venezuelano, que previa a realização de eleições. No entanto, o plano não estabelecia um prazo definido para a sua implementação. A situação política e econômica na Venezuela permanecia complexa e instável, com o futuro do país incerto.
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