Venezuela denuncia ataque dos EUA, acusa “ganância” e pede libertação de Maduro e Cilia Flores. Maduro e Cilia Flores são alvo de operação militar americana
O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas (ONU), Nicolás Moncada, declarou nesta segunda-feira (5.jan.2026) que o ataque que resultou na captura do ex-presidente do país (PSUV, esquerda) foi motivado por “ganância” norte-americana aos recursos naturais da Venezuela, como petróleo, energia, recursos estratégicos e posição geopolítica favorável.
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Moncada classificou o ataque como uma prática “colonialista e neocolonialista”.
“Em 3 de janeiro de 2026, a Venezuela foi alvo de um ataque ilegal e injustificado pelos EUA, incluindo bombardeio, perdas de vidas civis e militares, destruição de estruturas e o sequestro da primeira-dama Cilia Flores e do presidente Nicolás Maduro”, declarou.
Também pediu aos EUA que “respeitem as imunidades do presidente e da primeira-dama e os enviem de volta imediatamente e com segurança para a Venezuela”.
O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), anunciou no sábado (3.jan.2026), em seu perfil na rede Truth Social, que o país realizou uma operação militar contra a Venezuela e capturou o presidente (PSUV, esquerda) e a primeira-dama. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que Trump ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira (2.jan.2026).
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A operação foi realizada na madrugada de sábado (3.jan). também ataques a 4 alvos no país com 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do da (Organização das Nações Unidas). Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA.
A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA. O secretário de Estado, , declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação. Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA.
Não falou sobre eventuais mortes venezuelanas.
No início da tarde de sábado (3.jan.2026), Trump a jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado (3.jan), Rodríguez as declarações de Trump, classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional. “Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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